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Saúde

SAÚDE DA MULHER

Nem com uma Flor: viver sem violência, direito da mulher

 A violência contra à mulher é considerada um grave problema de Saúde Pública, que se expressa desde pressões psicológicas até homicídios. Segundo estudos da Fundação Perseu Abramo (Venturi, 2001) a cada 15 segundos, uma mulher sofre um ato violento; uma em cada cinco mulheres relatam já terem sofrido algum tipo de violência por algum homem, normalmente, por maridos ou namorados, atuais e antigos e estima-se que mais de 2 milhões de mulheres são espancadas a cada ano.

Para o enfrentamento da violência contra a mulher, a Secretaria de Saúde se integra ao Programa Municipal de Assistência e Prevenção à Violência Doméstica e Sexista – “NEM COM UMA FLOR”, articulando-se com a Coordenadoria da Mulher e outras Secretarias da Prefeitura do Recife e com o Movimento de Mulheres.

Para tanto, vem preparando toda a sua rede para acolher e assistir de forma integral as mulheres em situação de violência doméstica e sexista, promovendo ações de igualdade de gênero que contribuam para a reformulação de hábitos, costumes e conceitos, que tornem as relações sociais mais justas.

Neste sentido, a Gerencia de Atenção à Saúde da Mulher assume a responsabilidade de reorganizar os seus serviços, criando nas Maternidades Municipais, serviços de referência para acolher e instituir a profilaxia para as infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo a infecção pelo HIV e hepatite B, e a Anticoncepção de Emergência (ACE), para a prevenção da gravidez não planejada. Na medida em que a prescrição da ACE não se restringe às mulheres vítimas de violência, esta encontra-se disponível em toda a rede básica de saúde.

As maternidades municipais também estão aptas para realizar a interrupção da gravidez nos casos previstos por lei (aborto legal), garantindo à mulher um local seguro para que possa exercer o direito de escolha frente à gravidez resultante de relação sexual não consentida

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