Saúde
SAÚDE DA MULHER
Prevenção da Transmissão do HIV entre as mulheres
A feminilização da epidemia da aids nos a remeti a refletir sobre as nossas práticas dentro dos serviços de saúde. Fazendo com que os profissionais de saúde deixem questões meramente biológicas e transcendendo fez o preservativo feminino assumir destaque dentre os insumos de prevenção, possibilitando maior autonomia da mulher frente ao cuidado do seu corpo.
Entretanto, distribui-la representa mais do que disponibiliza-la nas farmácias, implicando no enfrentamento de questões como sexualidade, violência sexual e relações de gênero, trabalhando com profissionais e usuárias, significações que tornam seu uso possível e prazeroso. Assim, numa ação intersetorial as Coordenações de DST/Aids e Saúde da Mulher divulgam este insumo em campanhas como 29/agosto, 8/março e 1/dezembro, disponibilizando, ainda sistematicamente na rede de saúde a partir da implantação de 36 Unidades de Referência, nas quais fortalecem-se grupos de mulheres para discussão sobre sexualidade/utilização do preservativo.
Toda mulher tem direito ao insumo, devendo o profissional atentar-se a demandas específicas: mulheres vítimas de violência sexual, homossexuais, profissionais do sexo etc. Distribui-se 8 preservativos femininos por mulher/mês, além dos preservativos masculinos, sendo também disponibilizados preservativos para atividades educativas realizadas junto às comunidades, somando um total de 6.000 preservativos/mês.
Os responsáveis pela distribuição reúnem-se trimestralmente para avaliação e discussões sobre sexualidade, violência, aborto, ACE e técnicas de dinâmica de grupo. Isto porque acredita-se serem imprescindíveis a capacitação e o monitoramento sistemáticos para a distribuição deste insumo, enquanto uma complexa estratégia de fomento da autonomia feminina e de prevenção de DST/AIDS e gravidez não planejada. |