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PROGRAMA ACOLHIMENTO FAMILIAR É LANÇADO NO RECIFE

Luciano Ferreira
Luciano discursa na solenidade
Luciano discursa na solenidade

Na busca do aprimoramento de políticas públicas voltadas às crianças em situação de risco na cidade, a Prefeitura do Recife deu início, na manhã desta segunda-feira (17), ao Programa de Acolhimento Familiar. Executado pelo Instituto de Assistência Social e Cidadania (Iasc), autarquia da Secretaria de Assistência Social do Recife, o programa é voltado às crianças de 0 a 11 anos que apresentem situação de risco pessoal e social, e tem como meta a reinserção das crianças em suas famílias de origem. Estiveram presentes ao lançamento, realizado no Recife Praia Hotel, no Pina, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira; o secretário de Assistência Social , Paulo Dantas, representantes dos Conselhos Tutelares e outros órgãos envolvidos no projeto.

Para Luciano Siqueira, o projeto não deve ser visto apenas como uma realização da Prefeitura do Recife, mas adotado por toda a sociedade. “O Recife vive um momento difícil de convivência social e um programa desse porte representa uma oportunidade imprescindível para atendermos a essas crianças e suas famílias. É um momento de rebeldia, solidariedade e amor, independente da orientação política ou religiosa de cada cidadão”, destacou o vice-prefeito.

A partir de hoje, as famílias interessadas em participar do Acolhimento Familiar poderão ligar para o Iasc e agendar uma entrevista para dar início ao processo de acolhimento da criança através do número 0800-281-0248. Após a avaliação dos técnicos do Iasc, serão realizadas entrevistas e posteriormente, os integrantes das famílias selecionadas participarão de um Curso de Preparação, com uma carga horária de 30 horas.

A proposta do programa não é de substituir as casas de acolhida existentes na cidade, mas a de reproduzir o ambiente familiar que essas crianças devem encontrar em seu próprio núcleo, como explicou o secretário de Assistência Social, Paulo Dantas. “O programa visa o retorno da criança à sua família de origem e esta transição, com o apoio das instituições públicas envolvidas, trará benefícios a essas crianças”, argumentou.

As crianças atendidas ficarão nas residências provisórias por um período médio de seis meses, podendo ser estendido por até um ano, a depender do resultado do trabalho realizado com as famílias de origem. “Identificamos a necessidade de atender a essa faixa etária porque no Recife apenas três instituições trabalham com as crianças de 0 a 11 anos”, comentou a gerente de Equipamento de Acolhida de Crianças e Adolescentes do Iasc, Jailda de Castro.

A cada mês, serão atendidas 30 crianças, acompanhadas por duas assistentes sociais, duas psicólogas, uma coordenadora e um educador social. As 60 famílias envolvidas, sendo 30 originárias das crianças atendidas e as outras 30 que participam do acolhimento, também serão monitoradas pela equipe. A guarda provisória das crianças será concedida pelo Juizado de Infância e Juventude.

Entre os critérios apresentados para o credenciamento ao programa, estão: idade mínima de 21 anos, sem restrição de gênero, raça e estado civil; residentes no Recife no mínimo há dois anos; boa saúde física e mental e possuir, preferencialmente, situação sócio-econômica semelhante à família de origem.

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