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Saúde

PCR ESCLARECE POPULAÇÃO SOBRE OCORRÊNCIA DE CARACOL

Um tipo de molusco tem chamado a atenção de moradores da capital pernambucana, principalmente nos períodos de chuva. Conhecida como caracol-gigante-africano (Achatina fulica), é uma espécie invasora da fauna brasileira que, por não possuir predadores naturais no País, tem se reproduzido desde os primeiros registros da sua entrada em nosso território, em fins da década de 1980. De forma a orientar adequadamente a população, a Prefeitura do Recife, através do Programa de Saúde Ambiental (PSA), explica o que pode ser feito para quem encontrar algum desses bichos.

Usando luva ou saco plástico nas mãos, a pessoa deve catar os caracóis e despejá-los num vasilhame com uma combinação de água e sal em quantidade suficiente para que ele não se dissolva mais. “Então, deve-se aguardar cerca de 15 minutos até que os animais morram e, depois, jogar o líquido numa área com areia ou no vaso sanitário. Em seguida, é preciso quebrar as carapaças para evitar que sirvam de reservatório de água e possível foco de dengue. Por fim, colocar os restos num saco devidamente, vedá-lo e jogar tudo no lixo”, detalha a supervisora de Animais Sinantrópicos e Peçonhentos do PSA, Renata Guimarães.

A especialista orienta ainda sobre como proceder para limpar a secreção expelida pelos moluscos quando estes se deslocam. “Também com as mãos protegidas, o ideal é esfregar a área com água sanitária. No Brasil, não há registro de casos de pessoas contaminadas pelas doenças transmitidas pelo gigante-africano, mas o muco pode causar algum tipo de irritação se em contato com a pele”, acrescenta Renata Guimarães.

Caracol não é caramujo – Ela chama a atenção para uma confusão comum entre as pessoas. “Muita gente chama erroneamente o Achatina fulica de caramujo, mas este último é um molusco aquático comum em locais de água doce e pouca correnteza, como brejos, riachos, alagados e córregos, que podem transmitir a esquistossomose. Já os caracóis são bichos terrestres que não representam riscos na transmissão dessa doença”, explica Renata.

Diretora de Vigilância à Saúde do Recife, Adeilza Ferraz afirma que a população não deve ficar alarmada com a presença do falso-escargot. “Pelo muco liberado quando se deslocam, os caracóis podem transmitir parasitoses. No entanto, não foram encontrados no Brasil indivíduos da espécie que fossem portadores dos vermes responsáveis por essas doenças”, esclarece. Quem tiver alguma dúvida a respeito ou receber mais orientações pode entrar em contato com a Ouvidoria Municipal de Saúde, onde os funcionários receberam capacitação para prestar esclarecimentos também sobre esse assunto. O serviço funciona pelo número 0800.281.1520, de segunda à sexta-feira, entre 7h e 19h. A ligação é gratuita. Através das orientações prestadas pela equipe da Ouvidoria, as pessoas terão condições de coletar os caracóis e dar um destino adequado.

Saiba mais sobre o caracol africano:

O Achatina fulica é originário do leste e nordeste da África, mede de 10 a 20 centímetros e pesa cerca de 200 gramas, em média. A espécie é hermafrodita, o que facilita sua reprodução. Coloca de 50 a 400 ovos em cada uma das até cinco posturas que realiza durante sua vida. O molusco é muito encontrado em terrenos baldios, não gosta de se expor ao sol e, por isto, costuma sair para se alimentar no período noturno ou durante e logo após as chuvas.

Exemplares foram trazidos ao País em fins de 1980, como alternativa ao escargot. Por não terem encontrado boa aceitação no mercado alimentício, muitos acabaram soltos no ambiente – além das fugas acidentais. A falta de predadores naturais, a reprodução rápida e resistência às variações climáticas fizeram com que se alastrassem praticamente por todo o País.

Tornaram-se uma praga agrícola depois que passaram a concorrer com as espécies nativas e a atacar pomares e culturas agrícolas. O uso de pesticidas no combate ao bicho não é recomendado, pois o produto pode contaminar tanto a pessoa que aplica o veneno como o solo, a água e o lençol freático. Em 2005, o Ibama proibiu a criação e a comercialização do acatina e dos seus ovos em todo o território nacional.

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