Atalhos de navegação:

    Direitos Humanos e Segurança Cidadã     Caminhada dos Terreiros abre Mês da Consciência Negra Diário Oficial Agenda do Prefeito Fale conosco

 

RSS lista de noticias do grupo O que é isso?

Direitos Humanos e Segurança Cidadã

2ª CAMINHADA DOS TERREIROS ABRE CELEBRAÇÕES DO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Carlos Augusto
Adeptos do Candomblé estiveram presentes
Adeptos do Candomblé estiveram presentes
Carlos Augusto
Evento abre o Mês da Consciência Negra
Evento abre o Mês da Consciência Negra
Carlos Augusto
Água de cheiro simbolizou a purificação
Água de cheiro simbolizou a purificação

ARQUIVOS
Programação do Mês da Consciência Negra

Centenas de adeptos de religiões afro-brasileiras estiveram reunidos na tarde desta terça-feira (4), no Marco Zero, Bairro do Recife, onde realizaram a 2ª Caminhada dos Terreiros de Matriz Africana de Pernambuco. A atividade abre o ciclo de celebrações pelo Mês da Consciência Negra e tem o apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, com execução da Diretoria de Igualdade Racial. A concentração aconteceu na Rosa dos Ventos, de onde os participantes seguiram a pé e em cinco trios elétricos por avenidas e ruas do Centro, em direção ao Pátio do Carmo, no bairro de São José. Como objetivo principal, a mobilização teve o intuito de despertar na população o legado e a contribuição histórico-cultural dos negros e negras para o Brasil. “Estamos abrindo a programação com esta caminhada e esperamos o engajamento maciço de todas e todos nesta reflexão que o Mês da Consciência Negra nos traz”, disse a diretora de Igualdade Racial, Rosilene Rodrigues.

Antes de iniciar a cerimônia, a movimentação foi intensa no Terminal Marítimo (Armazém 12), no Bairro do Recife, que serviu de suporte para que a maioria dos participantes vestisse os trajes tradicionais com direito a adereços e objetos típicos das religiões de matriz africanas. A saudação a Exu abriu o ritual com o xirê - grande círculo formado pelos adeptos da religião do Candomblé -, quando se ofereceu um padê a Exu, ou seja, alimento sagrado para a abertura de todo e qualquer ato afim. Principal orixá saudado, ora de saudar com cânticos os outros orixás (entidades religiosas). “Esta expressão cultural, muito utilizada de forma oral, traduz a educação que é passada ao longo de séculos. Antes de discriminar, é importante que as pessoas entendam o processo, seja por meio oficial ou não. O fato é que o País não respeita suas reais expressões culturais que veio deste povo”, afirmou o babalorixá Dito D’Oxossi, que comandou o ritual junto às demais nações.

Por sinal, as cinco nações de grupos étnicos formados por: Nagôs, Kêtu, Gêge, Xambá e Angola (todas africanas) cantaram músicas para os cultos de Umbanda e da Jurema (religiosidade afro-indígenas como caboclos), como entoadas em ritmos e idiomas africanos. Além dos trios, mais dois carros de apoio levaram sacerdotes e sacerdotisas antigos. “A grande importância de tudo isso é valorizar a questão da religiosidade afro-brasileira, bem como da união de povos que fazem parte das casas de Candomblé”, observou o estudante universitário Daivison Carlos, 26 anos, que participou ativamente da celebração. “O ideal é que as pessoas venham e participem conosco desta mobilização”, convocou Fábio Gomes, que faz parte do Terreiro de Mãe Amara, o Ilê Oba Agunjú Okoloyá, de Dois Unidos.

Numa ótica mais aprofundada, o babalorixá de Oxum Carlos Danda, mais conhecido por Carlito de Osun Funke (Oxum que ensina às crianças), comentou sobre vários aspectos que cercam as religiões de matriz africana: seu legado e suas perspectivas para a formação de uma sociedade melhor, mais humana, menos intolerante. “Acho que toda religião de matriz africana ainda é perseguida. Mais é preciso entender que o Candomblé é uma religião que busca humanizar as pessoas por meio de cultura e conhecimento que é passado para as gerações presentes e futuras de forma oral, mas que também dá oportunidades para a vida de cada uma dessas pessoas”, avaliou o religioso. Confira a programação completa do Mês da Consciência Negra prevista para novembro.

Matérias Relacionadas
- Mês da Consciência Negra terá programação extensa
- Iasc promove oficina sobre Estatuto do Idoso
- Secretária recebe visita do secretário executivo do Pronaf
- PCR participa do Dia da Responsabilidade Social na Universo
- Diretoria de Voluntariado assina parceria
- PCR debate exploração sexual de crianças e adolescentes
- Iasc promove campanha para estimular a doação responsável
- Palestra aborda Estatuto da Criança e do Adolescente no Iasc
- Prefeitura participa de lançamento do projeto Basta de Rua
- PCR promove encontro do Fórum de Direitos Humanos
- Crianças da Ilha do Chié assistem à peça no Teatro do Parque
- PCR participa do lançamento do Projeto Basta de Rua
- Prefeitura participa de mostra na Fundaj
- Creche em Entra Apuso comemora dia das crianças com festa
- Prefeitura debate segurança pública em encontro
- Palestra aborda violência doméstica contra crianças e adolescentes
- PCR participa de encontro sobre o Pronasci
- Dia das Crianças é comemorado com festa no Lar do Bem-te-Vi
- Curso capacita servidores sobre direitos das crianças e adolescentes
- Prefeitura participa de seminário na Fundaj


Enviar    Imprimir