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PCR REALIZA DEBATE SOBRE “A PERIFERIA NO CINEMA” NO CINE PE
09:22 Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Lú Streithorst
Conversa foi mediada pelo pesquisador da Fundaj, Augusto Amorim
Conversa foi mediada pelo pesquisador da Fundaj, Augusto Amorim
Lú Streithorst
Debates seguirão durante toda a semana
Debates seguirão durante toda a semana

O primeiro dia da série de debates promovidos pela Prefeitura do Recife no estande montado no Cine PE aconteceu, na noite desta terça-feira (27), e trouxe para o público as reflexões do cineasta Cláudio Assis e do professor doutor em Cinema, Alexandre Figuerôa sobre o tema Periferia no Cinema. A conversa foi mediada pelo pesquisador da Fundaj, Augusto Amorim.

Amorim iniciou o debate pontuando que o tema suscitava duas abordagens: uma quanto a periferia inserida na cinematografia como linguagem e estética e outra quanto à situação periférica que o Nordeste se encontra em relação à distribuição de recursos para realizações cinematográficas. O professor Alexandre Figueroa colocou que a periferia sempre esteve retratada nas obras fílmicas brasileiras, porém na maioria das vezes, através de um olhar distanciado que colocava os seus representantes como um componente exótico. “Quem começa a colocar as personagens e as situações periféricas como protagonistas é o Cinema Novo, mais precisamente o Nelson Pereira do Santos”, lembrou.

Figuerôa também colocou que o cinema contemporâneo acompanha a mudança pela qual passou a sociedade brasileira, que não apresenta mais tão agudamente uma dicotomia entre o rural e o urbano, os subúrbios e o centro. “Atualmente os grupos que antes eram poucos representados na ficção, como negros e homossexuais, aparecem de maneira mais orgânica nos filmes”. Já Cláudio Assis lembrou que o cinema é uma atividade por natureza burguesa, uma vez que sua execução é cara. No entanto, lembrou do compromisso que ele e alguns realizadores assumem que é o de mostrar a realidade. “Me utilizo de personagens, lugares e situações reais para fazer minha ficção. E nos meus filmes procuro mostrar que o povo também tem os mesmo anseios que a elite”, colocou.

No tocante aos recursos destinados às produções realizadas fora do Sudeste, Assis comentou sobre o fato de que, apesar da fatia destinada ao Nordeste ainda ser menor, nunca se filmou tanto na região. “Tivemos uma mudança positiva. As gestões atuais estão investindo muito mais, de modo que só este ano temos 15 longas sendo rodados em Pernambuco”, informou. Este ano, Assis roda o seu “A Febre do Rato” em locações no Recife e Olinda.

O professor Alexandre Figuerôa levantou ainda a questão de que o conceito do que é cinema ampliou-se muito com as novas tecnologias, flexibilizando e democratizando as possibilidades de realização. E sobre o verdadeiro funil da distribuição, o doutor pela Sorbone ponderou que existem alternativas que não os mercados de multiplexes. “Só de festivais de cinema temos cerca de 150, no Brasil. Além deles, existem as exibições segmentadas e as divulgadoras como a Programadora Brasil, que disponibiliza de filmes e vídeos para pontos de exibição audiovisual como escolas, universidades, cineclubes e centros culturais”.

Os debates seguirão durante toda a semana, sempre das 18h30 às 19h30, no estande da Prefeitura do Recife. O público ainda poderá conferir as opiniões de convidados como Leo Falcão (músico, cineasta, professor), Júlio Cavani (jornalista e realizador), Daniel Aragão (cineasta, fotógrafo, diretor de Uma vida e outra e Não me deixe só), Marcelo Pedroso (cineasta, fotógrafo, montador, diretor de Balsa, Pacific e KFZ-1348), Paulo Caldas (cineasta e roteirista, diretor de Baile perfumado e Deserto Feliz) e Fred 04 (cantor e compositor, autor de trilhas sonoras).


PROGRAMAÇÃO DE DEBATES NO ESTANDE DA PCR NO CINE PE

Horário: 18h30 – 19h30
QUARTA: Composição de trilha sonora para cinema
Mediação: Leo Falcão (músico, cineasta, professor)
Fred 04 (cantor e compositor, autor da trilha sonora )
Tomaz Alves Souza (Músico e compositor, autor da trilha sonora do longa Cinema, aspirinas e urubus)
QUINTA: Por trás das câmeras: as funções num set
Mediação: Júlio Cavani (jornalista e realizador)
Daniel Aragão (fotógrafo, diretor de Uma vida e outra e Não me deixe só)
Marcelo Pedroso (cineasta, fotógrafo, montador, diretor de Balsa, Pacific e KFZ-1348)

SEXTA: O Recife como locação cinematográfica
Mediação: Luciana Veras (jornalista e diretora de Desenvolvimento e Descentralização da Fundação de Cultura Cidade do Recife)
Paulo Caldas (cineasta e roteirista, diretor de Baile perfumado e Deserto Feliz)
Daniel Bandeira (roteirista, montador e cineasta, diretor de Amigos de risco)

SÁBADO: Animação – Tendências e mercado
Mediação: Fernando Vasconcelos (designer, crítico e professor)
William Paiva (diretor de O jumento santo e a cidade que se acabou e produtor musical)
Gutie (produtor do Animage – Festival de Animação)

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