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Carnaval Multicultural do Recife

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA AFRO-BRASILEIRA NA NOITE DOS TAMBORES SILENCIOSOS
04:12 Terça-feira, 8 de Março de 2011

Jorge Luiz
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos

Ritual celebrou antepassados na luta contra o racismo
 
Por José Gomes Neto
 
Meia-noite em ponto. Apagam-se as luzes do local e começa então o ritual que celebra o tradicional encontro de nações de origem africana no Pátio do Terço, bairro de São José, no Centro do Recife. A Noite dos Tambores Silenciosos é uma reverência aos ancestrais afro-brasileiros que lutaram pela liberdade, justiça social e racial.  Eis o ponto alto desta segunda-feira (7) de Carnaval, no Polo Afro, situado naquele bairro. Sob a orientação do babalorixá (pai de santo) Tata Raminho de Oxóssi, os eguns (espíritos ancestrais) são celebrados com orgulho. As nações presentes são Gege, Kêtu, Nagô e Angola.
 
O público também participa com sua energia e seu axé. Antes, durante e depois do ritual. Aliás, as nações de maracatus dão o brilho na passarela do Pátio do Terço. Empolgados e no ritmo da folia, eles fazem questão de mostrar devoção e alegria a Iansã. Conforme explicou Tata Raminho de Oxóssi, Iansã é o orixá exaltado na Noite dos Tambores Silenciosos. Na religião católica, ela corresponde à Santa Bábara e Joana D’arc.
 
O secretário de Cultura do Recife, Renato L, que acompanhou a cerimônia de perto, disse que a sensação é diferente quando se está no palco. “Eu já tinha assistido antes da plateia, mas nunca do palco. De lá, a gente sente a força da cultura afro-brasileira. Além da importância religiosa, há o aspecto da cultura afro, dentro do Carnaval do Recife”, conceituou. 
 
Segundo o coordenador geral do Polo Afro Edson Axé, que também é gerente do Núcleo de Cultura Afro-brasileira da Prefeitura do Recife, os eguns contribuíram para a construção de uma sociedade justa e igualitária. “É um justo reconhecimento aos heróis que deram suas vidas para um mundo melhor”, destacou.     

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