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Cultura

LUSTRE DO SANTA ISABEL PASSA POR MANUTENÇÃO
12:22 Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Clélio Tomaz
Uma vez por ano o objeto recebe cuidados especiais
Uma vez por ano o objeto recebe cuidados especiais

Esquema meticuloso de conservação é feito para garantir que o artefato mantenha suas características de requinte e sofisticação

Por Kellen Lima

Para quem vê a imponência do Teatro de Santa Isabel, com a grandiosidade do seu palco, vidrarias, lustres, cortinas e adornos, não imagina que - por trás de tamanha beleza - existe um esquema meticuloso para a conservação de cada um dos itens que compõem o espaço, considerado patrimônio histórico, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde o ano de 1949. Bom exemplo do serviço de manutenção é o trabalho realizado para a limpeza do lustre central, situado na abóbada acima da plateia.

Sujeito à fuligem e poeira, uma vez por ano o objeto recebe cuidados especiais. Seus pingentes, cúpulas de cristal, lâmpadas e bocais são limpos e reparados, quando necessário. A manutenção teve início na última terça-feira (14) e terá duração de uma semana. “O lustre é uma obra preciosíssima, em termos de arte. A limpeza é um momento não apenas de manutenção de um objeto, mas de conservação de todo valor que é agregado a ele, já que é um item que faz parte de um patrimônio público, praticamente único, em dimensões, no Brasil. Só por ele vale uma visita ao Teatro de Santa Isabel”, disse Cira Ramos, diretora do local.

Há 35 anos trabalhando no Teatro, João do Carmo Bezerra Cavalcanti, mais conhecido como Joca, é o coordenador responsável pela limpeza do lustre de meia tonelada. Para iniciar o trabalho, o objeto é içado até o sótão, onde é totalmente desmontado. “Lavamos cada uma das peças, utilizamos produtos especiais, consertamos os bocais que estejam danificados e trocamos as 80 lâmpadas dele. É um trabalho que dura uma semana e exige o esforço de cinco homens”, explicou Joca.

História - O lustre em cristal, originário da França, ocupava o teto da Igreja do Espírito Santo, na capital do estado que leva o mesmo nome do templo religioso. Considerado grande demais para a Igreja, ele foi adquirido por 10 mil contos de réis, pela Prefeitura do Recife, no ano de 1936. O objeto é o quarto a adornar o Santa Isabel, e o primeiro acionado a partir da energia elétrica.

Curiosidades - O primeiro lustre do Teatro de Santa Isabel data da sua inauguração, 18 de maio de 1850. Mas um incêndio o destruiu, no ano de 1869. Em 1876, outra fonte de luz, composta por bicos a gás carbônico e cobre, substituiu o que foi perdido com o fogo. Porém, durante uma manutenção, foi retirado do Teatro, para onde não retornou. Uma lenda conta que ela teria sido vendida a agiotas e que estaria, atualmente, na Bélgica. O terceiro a ocupar a abóbada da plateia chegou ao local em 1915, mas foi considerado fora dos padrões do Santa Isabel, sendo substituído, finalmente, pelo lustre atual.

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