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Carnaval Multicultural do Recife

ABERTURA DO CARNAVAL MULTICULTURAL DO RECIFE CELEBRA HERANÇA AFRO
19:18 Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

A cantora africana Angelique Kidjo e o grupo norte-americano Stomp Stage Experience são os convidados especiais da cerimônia comandada por Naná Vasconcelos

A cerimônia de abertura do Carnaval Multicultural do Recife 2012 terá início nesta sexta-feira (17) às 18h, no Marco Zero da cidade, que durante cinco dias passará a se chamar Polo Recife Multicultural. Como já é tradição, a festa tem início com a cerimônia conduzida pelo percussionista Naná Vasconcelos e sua corte, formada por dez nações de maracatu de baque virado com 500 batuqueiros, afoxés, caboclinhos, passistas e os convidados internacionais, a cantora africana Angelique Kidjo, o grupo de dança e percussão norte-americano Stomp Stage Experience, e o Maestro Forró com a banda Frevo S/A. O prefeito do Recife, João da Costa, fará a entrega da chave da cidade ao Rei e Rainha do Carnaval e uma placa comemorativa aos homenageados deste ano, o artista plástico José Cláudio e o cantor e compositor Alceu Valença.

Após a cerimônia de abertura e homenagens, o público vai assistir os shows de Maestro Forró com a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e o tributo a Alceu Valença, que terá suas canções mais conhecidas interpretadas por Ney Matogrosso, Pitty, Lenine, Lirinha, Otto, Karina Buhr e Criolo, com direção artística de Pupilo, músico integrante da banda Nação Zumbi.A festa começa logo cedo, na concentração das nações de maracatu, às 16h, na rua da Moeda, no Recife Antigo. A partir das 17h, os clarins começam a tocar a cada quinze minutos, marcando a contagem regressiva para a abertura. A cerimônia começa às 18h, com a chegada do Afoxé Omo Nilê Ogunjá, de Dois Unidos, que sobe no palco para preparar o espaço da celebração e evocar a ancestralidade africana.

Em seguida, o cantor Luciano Brayner, vencedor do último Festival de Música Carnavalesca do Recife, na categoria caboclinho, vai cantar a música que ganhou o prêmio, “Clariô Okê”. Brayner será acompanhado dos estandartes das tribos Kapinawá, Tapirapé, Tupy e Tupã, vencedoras na categoria caboclinhos do Concurso de Agremiações de 2011. Juntos, eles vão fazer uma louvação à bravura e o espírito livre dos guerreiros das tribos nativas.Eles abrem o palco para a chegada do cortejo das nações de maracatu, conduzido pelo percussionista Naná Vasconcelos, que vai percorrer as ruas da Moeda, Mariz e Barros, avenida Marquês de Olinda até chegar ao Marco Zero.

Os caboclos de lança do Maracatu Cruzeiro do forte e o afoxé Ará Odé se juntam ao cortejo, abrindo os caminhos até o palco, onde Naná e coral Voz Nagô irão cantar o hino no Congresso Nacional Africano, Nkosi Sikelel I Africa, e as músicas Recife Nagô e Maracatu Nação de Preto, do próprio Naná. O rufar dos tambores e os fogos de artifício anunciam o fim da cerimônia e declaram aberto o Carnaval 2012.

Espetáculos – A parte dedicada aos shows inicia com o mestre de cerimônias, Naná Vasconcelos, regendo os batuqueiros e as entradas de cada um dos convidados. O percussionista fará participações especiais nos shows de cada um. O primeiro é o grupo Stomp Stage Experience, de New York, numa performance conhecida internacionalmente, de dança e percussão com instrumentos nada convencionais, como tonéis, tampas, entre outros objetos, e o próprio corpo. O grupo que se apresenta no Recife está sediado em New York, nos EUA, e funciona como o braço americano do grupo que foi criado em Brighton, na Inglaterra. Além de Naná, o Maestro Forró também fará uma participação neste show.

Angelique Kidjo entra em seguida. Ela cantará acompanhada da Orquestra Frevo S/A, o projeto paralelo dos músicos da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH), e do Coral Voz Nagô, formado por sete vozes femininas. No ensaio geral, na quarta (15) à noite, o repertório e a performance do grupo agradaram à platéia, que se emocionou com a interpretação, em iorubá, de Angelique Kidjo para as músicas “Refavela”, de Gilberto Gil, e o “Bolero de Ravel”, esta com o solo de trompete do Maestro Forró.

Depois do show de Angelique Kidjo entra em cena o frevo. A Orquestra Frevo S/A toca para as evoluções de 30 passistas da Escola Municipal de Frevo, que vão mostrar toda a técnica e graça do ritmo pernambucano, Patrimônio Imaterial do Brasil. A coreografia é assinada pelos instrutores da escola, os bailarinos Bhrunno Henryque e José Valdomiro.

Numa demonstração da multiculturalidade do Carnaval, os passistas de frevo vão receber o grupo Pé no Chão, composto por 20 dançarinos de street dance. Juntos, eles vão dar uma mostra da junção do frevo com o break, que contará ainda com a participação do DJ Big. Esta coreografia é assinada pelo bailarino Luziel Lourenço, o Detefon.

O ritmo pernambucano, que em 9 de fevereiro completou 105 anos, vai esquentar ainda mais o público com o show do Maestro Forró e da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.

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