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PROJETOS E PROGRAMAS
A DIRMAM desenvolve alguns projetos importantes e emergentes para a cidade do Recife. Existem, atualmente, cinco projetos prontos e orçados, sendo quatro deles direcionados ao Jardim Botânico do Recife. O primeiro propõe a capacitação do corpo técnico que hoje desenvolve trabalhos com escolas das redes pública e privada e comunidades que visitam a área , através de cursos e oficinas de reciclagem de papel, reciclagem criativa, trilha orientada e construção de fantoches e marionetes.
O segundo projeto está direcionado à reforma da estrutura física do Jardim Botânico, incluindo a administração, recepção, orquidário, sala de oficinas, sala de vídeo e BWC.
O terceiro é a entrada oeste do Jardim Botânico, que será dotada de quiosques (venda de produtos elaborados no próprio JB), guarita para controle do acesso, escadarias e um trabalho de paisagismo que prepara os visitantes para a entrada da grande mata. O último projeto do JB é a sinalização de todo o espaço interno, informando a diversidade de fauna e flora, equipamentos, caminhos e trilhas.
Existe, também, o projeto do Parque Ecológico de Apipucos, desenvolvido pelo escritório do arquiteto paisagista Luiz Vieira com acompanhamento técnico da prefeitura.
Todas as etapas estão concluídas, inclusive o projeto executivo e seu respectivo orçamento, e atualmente encontra-se no Ministério de Meio Ambiente aguardando liberação de Recursos Financeiros.
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Apresentação O Parque Apipucos, a ser implantado na Unidade de Conservação Açude de Apipucos, insere-se numa proposta de Planejamento Ambiental Integrado para o Recife visando à sustentabilidade de suas 25 Unidades de Conservação instituídas por leis municipais. O açude, principal patrimônio natural dessa unidade de conservação, é formado por três espelhos d'água, sendo dois desses de propriedade pública, com cerca de 14,8 ha, funcionando como um lago de pulsação de uma sub-bacia hidrográfica do Rio Capibaribe - um dos importantes símbolos da cidade. Sua força simbólica, origina-se também por ter sido, ao longo dos séculos, um eixo de estruturação da cidade, principalmente na sua margem esquerda, dando origem a vários dos mais antigos bairros do Recife, como o de Apipucos. Muitos desses originaram-se de engenhos de açúcar que, às margens do Capibaribe, usufruíram dos solos ricos em massapê, proximidade das águas e utilidade de transporte do que era produzido através desse curso d'água. Aí, ao longo de mais de 4 séculos, estruturou-se uma comunidade que manteve a sua história, imprimindo ao lugar as marcas de sua cultura.
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Projeto Parque Apipucos
Concepção Do Parque
Prevendo a valorização dos recursos hídricos, tanto do ponto de vista paisagístico quanto cultural e ecológico, o parque contempla diversos elementos, sendo forte a dependência entre eles. O que mais o identifica é o caminho de suas águas, desde a bacia hidrográfica do açude, formada por morros e alimentada por canais, até o Rio Capibaribe onde o açude se abre para o rio, no Setor Recreativo/Cultural do Parque, reconhecido como "Uma Janela para o Capibaribe", permitindo uma excelente vista para o rio e a cidade. Assim, estando inserido num eixo histórico-cultural da Cidade e numa área rica geograficamente (morros, planície, recursos hídricos e vegetação expressiva) o parque foi estruturado em 3 setores que permeiam sua concepção, a partir desse caminho das águas, da entrada pelos canais e canaletas que descem dos morros passando pelas bordas do açude e pelo sangradouro até o encontro com o Rio Capibaribe. São os setores:
Setor de Recuperação e Educação AmbientalO setor de Recuperação e Educação Ambiental, assim chamado por ser neste, mais claramente identificada a complexidade do ecossistema urbano, visa proporcionar ao visitante momentos de contato com um processo de limpeza das águas que alimentam o açude através de bacias de sedimentação, utilizando-se baronesas (Eichornia crassips) como filtros naturais, assim como aeradores, tirando-se partido paisagístico do efeito plástico que esse instrumento proporciona. Ademais, ali está prevista a implantação de uma sala e espaços para atividades educativas, relacionadas às peculiaridades que compõem esse espaço urbano.
Setor de Recreativo/Contemplativo
Buscando despertar, entre outras sensações, aquelas visuais e auditivas - o som das águas escoando para o rio através do sangradouro -, assegurando o acesso a lugares, tanto mais íntimos quanto coletivos, este setor é constituído, basicamente, por passeio/cooper, que tanto contorna as vias principais e as bordas do Açude, quanto forma mirantes que se adentram sobre as águas.
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Setor de Recreativo/Cultural
Delimitado pela Av. Apipucos - continuação da Av. 17 de Agosto, que reúne várias edificações importantes para a vida cultural da cidade -, por terreno de propriedade privada, pelas águas que descem pelo sangradouro e pelo Rio Capibaribe, este Setor faz a conexão de todo o complexo até o Capibaribe, tendo sido, por isso, denominado "janela para o rio". Por estar inserido neste eixo cultural e possuir maior área física, aí se concentram, também, as atividades de lazer ativo, tais como áreas para ginástica e brinquedos infantis, extenso gramado de múltiplos usos e o "pavilhão Casa Grande", com quiosques para a venda de publicações da literatura local e comidas regionais, por exemplo. Todas essas atividades são conectadas por passeios que valorizam tanto as bordas do Capibaribe, como a descida das águas, abrindo-se balcões de contemplação para a beleza dessa paisagem.
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