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SEMINÁRIO:
Nelson Rodrigues e a cultura brasileira Curadoria:
Antonio Cadengue e Aimar Labaki De 15 a 19
de novembro – TeatroApolo Inscrições Gratuitas – até 07 de
novembro ou até o preenchimento das vagas (280 pessoas) Horário: de 9h às 12h e de 15h às 18h Local: Centro de Formação e Pesquisa das
Artes Cênicas Apolo-Hermilo (Av. Martin Luther King, s/n, Bairro do Recife) Fone: 3424-5429 / 3224-1114 “Nelson Rodrigues é figura central não
só de nosso teatro, mas de nossa cultura. Sua influência vai além de seu
repertório de peças. Mas elas, de forma direta ou indireta, revelam
praticamente todos os temas e características desse radical pensador da
brasilidade. O Seminário Nelson Rodrigues e
a Cultura Brasileira pretende estabelecer um diálogo entre esses textos
teatrais e os debates culturais da contemporaneidade, quer seja revisitando-os,
quer seja confrontando-os com outros campos do conhecimento. Em ordem cronológica, os 17 textos
serão abordados por 17 pensadores que poderão tanto mergulhar na obra, como
usa-la como ponto de partida para um mergulho na realidade brasileira. Para
tanto, reunimos um grupo heterogêneo de convidados, onde conviverão
especialistas em dramaturgia e no autor, com artistas e intelectuais de
outras áreas; Sociologia, Psicanálise, Filosofia. Não se pretende uma incursão
introdutória, nem uma dissecação exaustiva dos textos, mas sim uma
contribuição para a compreensão de o quanto essa obra nos forma e informa e,
por outro lado, o quanto ela pode nos auxiliar a compreender os impasses da
contemporaneidade no Brasil.” PROGRAMAÇÃO (Confira abaixo o título
das palestras e o perfil dos palestrantes)
SEXTA -
17 DE NOVEMBRO 11h30 -
Eugênio Bucci (SP) ·
Palestra: A Mulher Sem Pecado e os pecados do teatro – 15/11,
às 11h A cena brasileira à época da estréia da primeira peça de
Nelson e a análise do texto a partir de sua relação com o passado e com as
rupturas que sua obra viria a representar. Tânia Brandão (RJ): Bacharelado e Licenciatura em História (UFRJ);
Livre-docência em Direção Teatral (UNIRIO) e Doutorado em História Social
(UFRJ). Professora de História do Teatro, Teatro Brasileiro e Teoria do
Teatro na Escola de Teatro Martins Pena (1982- 1992); Crítica Teatral,
Metodologia do Ensino e da Pesquisa e de Estética na Escola de Teatro da
UNIRIO (1989/2002) – aprovada em primeiro lugar em concurso público de provas
e títulos (1989) e Professora do Programa de Pós-graduação em Teatro da
UNIRIO (1997/2002); a partir de 2002, professora aposentada colaboradora do
PPGT/UNIRIO. Pesquisadora de História do Teatro Brasileiro, autora de
diversos projetos de pesquisa, orientação de equipes de pesquisa; liderança
de grupos de pesquisa; Bolsa Produtividade CNPq (1999-2005). Diretora da
Escola de Teatro da UNIRIO (2000/2002). Autora de Um teatro se improvisa: o teatro carioca de 1943 a 1968, in
“Brasil palco e paixão: um século de teatro”. Rio de janeiro: Aprazível
Edições, 2004/2005; A máquina de repetir e a fábrica de estrelas – Teatro
dos Sete. Rio de Janeiro: Editora
Sete Letras, 2002. ·
Palestra: Vestido de Noiva: Nuno Ramos comenta sobre Nelson Rodrigues –
15/11, às 15h Discussão a partir da peça Vestido de Noiva, sobre o trabalho de
Nelson Rodrigues. Nuno Ramos (SP):
Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta e vídeo-maker. Começa a
pintar em 1983. Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986 e no
ano seguinte recebe do MAC/USP a primeira Bolsa Émile Eddé de Artes
Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe a instalação 111, que se refere ao
massacre dos presos de Carandiru, ocorrido no mesmo ano. Em 1993 publica o
livro em prosa Cujo e em 1995 o livro-objeto Balada. Vence em
2000 o concurso realizado em Buenos Aires para construção de um monumento em
memória aos desaparecidos durante a ditadura militar. Em 2001 publica o livro
de contos O Pão do Corvo. ·
Palestra: Álbum de família e o Teatro Desagradável – 15/11, às 17h Álbum de Família e os princípios do teatro desagradável de
Nelson Rodrigues: suas relações com a tragédia, a religiosidade e a
recepção. Clóvis Massa (RS): Professor de Teoria e História do
Teatro no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, em Porto Alegre. Doutor em
Letras na área de Teoria da Literatura (FALE/PUCRS), com estágio doutoral na
Université Paris 8 – Saint-Denis. Mestre em Artes Cênicas (ECA/USP) e
Bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Interpretação Teatral (DAD/UFRGS).
Autor do livro Histórias Incompletas, obra que traça um painel histórico
sobre os mais de dez anos de existência do projeto de Oficinas Populares da
Descentralização da Cultura, com depoimentos
de oficineiros e oficinandos de teatro da periferia de Porto Alegre. Premiado
no I Concurso Nacional de Monografias – Prêmio Gerd Bornheim, 3º lugar na
categoria Teatro Brasileiro. ·
Palestra: A encenação do racismo: considerações acerca de Anjo negro –
16/11, às 10h Na peça Anjo Negro, Nelson Rodrigues dialoga com algumas teorias
sociais que, nos anos 40, buscavam pensar na composição étnica do povo
brasileiro. Na peça, há um confronto explícito com a perspectiva, presente na
obra de Gilberto Freyre, da miscigenação ou mesmo com a idéia da democracia
racial. a palestra tem por objetivo contextualizar esse debate acerca do
racismo no Brasil, procurando situar a posição rodrigueana no campo intelectual
de sua época. Adriana Facina (RJ): Professora adjunta do Departamento
de História da UFF; Mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio;
Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ; autora dos livros Santos e Canalhas: uma análise antropológica
da obra de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2004
e Literatura e Sociedade. Rio de
Janeiro, Jorge Zahar, 2004. ·
Palestra: Senhora dos Afogados, tragédia da paixão – 16/11, às 11h45 A trama passional e catastrófica da peça Senhora dos Afogados. Mauro Meiches (SP): Psicanalista, professor de
Psicanálise, autor dos livros Sobre o
trabalho do ator (Perspectiva, 1988), Uma
pulsão espetacular: teatro e psicanálise (Escuta, 1997) e A travessia do trágico em análise (Casa do Psicólogo, 2000). ·
Palestra: Dorotéia, farsa desagradável: provocações e compromissos com a modernidade à brasileira – 16/11, às 15h Nessa peça, confirma-se o exercício contínuo de renovação artística
empreendido por Nelson Rodrigues, em contraponto com sua constante
desconfiança quanto às idéias modernizantes e seus efeitos no país. Victor Hugo Adler Pereira
(RJ): Pesquisador em Arte e Cultura do
CNPQ; Professor-Adjunto de Teoria da
Literatura nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras da UERJ, onde
coordena grupo de pesquisa sobre experiências de teatro e dança em
comunidades do Rio de Janeiro. Há alguns anos, vem publicando, no Brasil e no
exterior, trabalhos sobre cultura e teatro, em especial sobre a obra de
Nelson Rodrigues e o teatro moderno no Brasil. Sobre esse tema publicou dois
livros individuais: A musa carrancuda:
teatro e poder no Estado Novo, Ed. FGV (1998); Nelson Rodrigues e a obs-cena contemporânea, EDUERJ, 1999. ·
Palestra: Valsa nº 6: o trágico
expressionista e a vanguarda brasileira – 16/11 às 17h Valsa N° 6 (1951) foi a
sétima peça de Nelson Rodrigues, que a concebeu logo após o insucesso de suas
últimas quatro obras ― Álbum de Família, Anjo Negro, Senhora dos
Afogados e Dorotéia. Motivado pelo êxito de As Mãos de Eurídice (1950),
monólogo produzido por Pedro Bloch, Nelson decide escrever seu próprio
monólogo, o primeiro e único de toda sua carreira. O objetivo da exposição é
discutir, nesta peça, a concepção trágica e expressionista do teatro
rodriguiano, característica apontada por alguns críticos, a exemplo de Sábato
Magaldi (1992), Ângela Leite Lopes (1993) e Eudinyr Fraga (1998). Dessa
forma, pretendo problematizar a inserção do dramaturgo brasileiro na
modernidade de nosso teatro e na cultura de nosso país. Elton Bruno (PE): Bacharel em Língua Portuguesa –
ênfase Crítica Literária (UFPE – 1993); Mestre em Teoria da Literatura, com a
dissertação As Duas Máscaras em Dorotéia.- UFPE, 1997-2000. Doutorando em Teoria
da Literatura (UFPE). Professor de Teoria da Literatura na UFPE, na
categoria de substituto, no ano de 2000; de Literatura e de Estética, na
UNIVERSO – desde 2000; Crítica Literária,
Análise do Discurso Dramático e de Literatura Comparada nos cursos de Literatura Brasileira e de Literatura
Luso-Brasileira - Pós-graduação em Letras, FAFIRE – desde 2004. Alguns
trabalhos apresentados em congressos e eventos: O Fenômeno de Mascaramento na Peça Dorotéia de Nelson Rodrigues –
XVI, Jornada de Estudos Lingüísticos do Nordeste (UFCE/1998); As Representações da Personagem Boca de
Ouro na peça homônima de Nelson Rodrigues – II Encontro Nacional de
Ciências da Linguagem Aplicadas ao Ensino (Universidade Federal da
Paraíba/2003); Nelson Rodrigues e o
Teatro Moderno – I Colóquio de Literaturas Lusófonas (UNIVERSO /2004). Palestra: A Falecida e a morte em Nelson Rodrigues –
17/11 às 10h Tema recorrente na obra de Nelson Rodrigues, a morte transita
entre o trágico e o ridículo. A morte como evasão. As experiências, à frente do
TAPA, com obras de Nelson Rodrigues. Eduardo Tolentino de Araújo
(SP): Diretor e um dos
fundadores do Grupo Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA), Eduardo
Tolentino mantém um grupo estável de atores sob sua coordenação, subordinando
a interpretação e os recursos cênicos ao significado do texto. A partir de
1983, surgem criações sólidas de Tolentino, como Viúva, Porém Honesta,
de Nelson Rodrigues e Pinóquio, de Carlo Collodi, em 1984. Seus
méritos reafirmam-se, em 1985, com O Tempo e os Conways, de J. B.
Priestley. Com Senhora Klein,
de Nicholas Wright, volta ao teatro realista, para ousar um enfoque renovador
em Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Entre suas criações mais
recentes destacam-se Corpo a Corpo, de Oduvaldo Vianna Filho; uma
competente versão de Rasto Atrás, de Jorge Andrade, em 1995: além de
A Serpente, outro Nelson Rodrigues, As Viúvas,
reunindo textos curtos de Artur Azevedo, e uma adaptação de
histórias de Guy de Maupassant, Contos de Sedução, em 2000. No mesmo
ano, vai a Polônia reencenar Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues,
agora com atores locais. ·
Palestra: Moral e dissimulação em Gilberto Freyre e Nelson Rodrigues, ou A
adúltera é mais pura porque está salva do desejo que apodrecia nela –
17/11, às 11h45 A partir do conceito de "reeuropeização", Gilberto Freyre
mostra como a moral burguesa foi, ao longo do século XIX, tentando
encobrir as "taras" sexuais que foram produzidas nas
relações senhor/escravo nos três primeiros séculos de colonização. A obra de
Nelson Rodrigues é o desvelamento desse conflito entre a aparência (a moral
burguesa) e a essência (os desejos latentes de uma sociedade que se formou em
completa transgressão às normas moral, religiosa e sexual). Anco Márcio Tenório Vieira
(PE): Professor do
Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), é Mestre em Teoria da Literatura (UFPE/1993), com dissertação sobre o
Teatro e a Crítica Teatral de Machado de Assis, Doutor em Literatura
Brasileira (UFPB/2002) com Tese sobre Autonomia Literária e Conceito de
Literatura Luso-Brasileira no Brasil Oitocentista. É autor do livro Luiz Marinho: o sábado que não entardece (2004) e é co-autor de Interpenetrações do Brasil: encontros e
desencontros (2002) e As marcas da letra: sujeito e escrita na
teoria da literatura (2004). Palestra: Viúva Porém Honesta e a Crítica
Cultural – 17/11, às 15h A partir da figura de Dorothy Dalton, a caricatura de
crítico em “Viúva, Porém Honesta”, uma discussão sobre a crítica cultural
naquela época e hoje. Marcelo Coelho (SP): Formou-se em Ciências Sociais pela
FFCLH-USP, onde fez mestrado em Sociologia com tese sobre a construção de
Brasília e o governo Kubitschek. É articulista da Folha de S. Paulo desde
1984. De 1997 a 2003 foi professor de jornalismo cultural na faculdade Cásper
Líbero. Publicou, entre outros, Gosto se discute (Ática, 1994), Jantando
com Melvin (Imago, 1998), e Folha Explica Montaigne (Publifolha,
2002). Seu mais recente livro é “Crítica Cultural: Teoria e Prática”
(Publifolha, 2006). Palestra: Momentos de verdade: a solidariedade
calhorda em Os sete gatinhos, de Nelson Rodrigues – 17/11, às 17h Tomando a peça “Os sete gatinhos” como inspiração, a palestra
pretende propor uma reflexão sobre a noção de “verdade” em alguns aspectos da
vida contemporânea, como por exemplo, o próprio teatro, a política e o
marketing. Luís Augusto Reis (PE): Jornalista, Mestre em Comunicação
Social e Doutorando em Teoria da Literatura, ambos pela UFPE. Sua dissertação
de mestrado, aprovada com distinção, trata do fenômeno de comunicação
deflagrado pelo sucesso do grupo teatral Trupe do Barulho, no Recife dos anos
90. Atualmente, desenvolve tese de doutoramento sobre o teatro de Hermilo
Borba Filho. Autor do livro-reportagem Cinderela,
a história de um sucesso teatral
dos anos 90, trabalho premiado com o segundo lugar no Congresso Nacional
da Intercom do ano 2000. Co-autor do livro Luiz Mendonça – teatro é festa para o povo, em parceria com o
ator e diretor teatral Carlos Reis, trabalho publicado em 2005 pela Fundação
de Cultura do Recife. Escreveu a peça A
Filha do teatro, vencedora do Concurso de Dramaturgia da FUNARTE no ano
de 2003. Enquanto atuou como Diretor Adjunto do Centro de Formação e Pesquisa
das Artes Cênicas Apolo-Hermilo, nos anos de 2001-2002, contribuiu para
concepção e para a realização de algumas ações que hoje já fazem parte do
calendário das artes cênicas do Recife. Projetos como, por exemplo, O
Aprendiz Encena; O Solo do Outro e A Semana Hermilo. Foi o avaliador do
Festival Recife do Teatro Nacional de 2003. Tem artigos publicados sobre
teatro e literatura em revistas especializadas, e há três anos escreve sobre
teatro e dança (críticas, entrevistas e reportagens) para a revista
Continente Multicultural. Palestra: Nelson Rodrigues e o Oficina: Boca de Ouro
- 18/11, às 10h A partir da montagem de Boca de Ouro, que José Celso Martinez
realizou para O Oficina, Sílvia Fernandes comenta: como uma encenação que se
utiliza de todos os recursos do teatro pós-moderno, pode ser feita sem
descaracterizar o texto de Nelson Rodrigues. Sílvia Fernandes (SP): Professora de teoria e história do
teatro no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da
USP. Realizou doutorado na mesma instituição e pós-doutorado na Universidade
de Paris 8. É co-autora do livro Sobre
o trabalho do ator (Perspectiva, 1988), autora dos livros Memória e invenção: Gerald Thomas em cena
(Perspectiva, 1996), Grupos
teatrais, anos 70 ( Ed. da Unicamp, 2000) e organizadora do
livro Teatro da Vertigem. BR3 (Perspectiva/EDUSP,
2006). É colaboradora do Caderno Mais da Folha de S. Paulo e co-editora da
revista Sala Preta, publicação do
programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA/USP. Palestra: Eu não me ofendo! O jornalismo segundo
“Beijo no asfalto” – 18/11, às 11h30 Discussão sobre Ética e Jornalismo a partir da peça “Beijo no
Asfalto”. Eugênio Bucci (SP): Doutor em Ciências da Comunicação
pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É
atualmente presidente da Radiobrás. Autor dos livros Brasil em Tempo de TV (São
Paulo: Editora Boitempo, 1996), Sobre
Ética e Imprensa (São Paulo: Companhia das Letras, 2000), Do B (Rio de Janeiro: Editora Record,
2003) e Videologias (São Paulo:
Editora Boitempo, 2004, em parceria com Maria Rita Kehl), entre outros. Entre
1989 e 1994, integrou a equipe articulistas do jornal Folha de S. Paulo. De
2001 a 2003, foi colunista semanal dos jornais Folha de S. Paulo e Jornal do
Brasil. ·
Palestra: Bonitinha, mas ordinária - Ética e Estrutura Dramática – 18/11, às
15h Análise da peça, a partir de sua estrutura
dramática não linear e das questões éticas levantadas pelo autor. Luiz Arthur Nunes (RJ): Diretor e professor. Com carreira
acadêmica contínua, dirige o Núcleo Carioca de Teatro, onde pesquisa o teatro
épico e é pioneiro em duas iniciativas: a descoberta da teatralidade nas
convenções do melodrama e nas crônicas de Nelson Rodrigues. Forma-se em 1971
como bacharel em direção teatral. Conclui mestrado e doutorado em teatro
pela Universidade de Nova Iorque; É Ph.D. em teatro, também em Nova Iorque. ·
Palestra: Toda nudez será castigada? – 18/11, às 16h30 Análise de duas encenações recentes: a de Cibele Forjaz e a
de Paulo Moraes. Destaque para as ambigüidades, fricções e
desvãos existentes no texto e os respectivos procedimentos
cênicos. Edélcio Mostaço (SC): Professor de teoria teatral,
pesquisador e ensaísta. É formado em Direção Teatral e Crítica pela Escola de
Comunicações e Artes – USP, 1974. Escreveu para os principais órgãos de
imprensa de São Paulo, como Veja, Isto É, Jornal da Tarde e Folha de São
Paulo. Publicou alguns livros, entre os quais Teatro e Política - Arena, Oficina e Opinião (1982) e Nelson Rodrigues - a transgressão
(1996). Em 2002 doutorou-se pela ECA-USP com a tese Máscaras de Dioniso - uma leitura
da Poética de Aristóteles. Como dramaturgista e assistente teórico
integrou as realizações de "Vestido de Noiva" (dir. Márcio
Aurélio), "A Falecida" e "Mary Stuart" (dir. de Gabriel
Villela), "Péricles, Príncipe de Tiro" (dir. Ulysses Cruz) e
"À Margem da Vida" (dir. Beth Lopes), todas em São Paulo. Desde
2005 integra a Curadoria do Festival de Teatro de Curitiba. Seus últimos
trabalhos publicados são a Enciclopédia Itaúcultural do Teatro Brasileiro,
em co-autoria com Rosyane Trotta e supervisão de Johanna Albuquerque e O teatro pós-moderno, capítulo da obra
O pós-modernismo, da Editora Perspectiva (2005). É vice-coordenador do
grupo de pesquisa Teorias do Espetáculo e da Recepção da ABRACE-Associação Brasileira
de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas. ·
Entrevista: O homem fora dos palcos:
o Anti-Nelson Rodrigues Nelson Rodrigues Filho (RJ) –19/11,
às 10h Entrevistador:
Aimar Labaki, curador do Festival Entrevistado:
Nelson Rodrigues Filho ·
Palestra: A precisão das falas ou a concretude cênica em A Serpente –
19/11, às 11h30 A partir de uma atenção especial à precisão dos
diálogos, cujo ritmo é determinado pelo autor, observa-se que, além das
histórias que Nelson conta, existe uma estrutura absolutamente construída com
a qual precisamos dialogar ao encenar seus textos. Em Nelson, a narrativa não
é apenas o relato de um acontecimento. É preciso compreendê-la como um
elemento vivo, concreto. Antonio Guedes (RJ): Professor da Escola de Belas Artes
da UFRJ, formado em direção teatral pela UNIRIO e mestre em Comunicação e
Cultura pela UFRJ. Em 1991 fundou a Cia de Teatro do Pequeno Gesto, com o
qual realizou a encenação de 13 espetáculos
e desenvolveu um projeto de oficinas itinerantes que passou por mais de 50
cidades de todo o país. Em 1998 criou, com Fátima Saadi, a revista de
ensaios sobre teatro Folhetim, cujo conselho editorial integra. Neste mesmo
ano recebeu duas indicações (direção e trilha sonora) para o prêmio Shell de
Teatro pelo espetáculo A Serpente, de Nelson Rodrigues. Seus últimos
trabalhos com a Cia foram Medéia, de Eurípedes, Navalha na Carne, de Plínio
marcos e Vestir os Nus, de Pirandello. Fora
da Companhia, realizou recentemente Open
house, de Daniel Veronese e A confissão de Leontina, de Lygia Fagundes Teles que
estará sendo apresentada no Teatro D. Maria em Lisboa em novembro deste ano. |
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