VIII FESTIVAL RECIFE DO TEATRO NACIONAL

"Cultura e brasilidade: homem comum e homem político", este é o conceito norteador da oitava versão do Festival Recife do Teatro Nacional que, no intuito programático de homenagear LUIZ MENDONÇA, diretor pernambucano, fundador do Movimento de Cultura Popular, do Recife dos anos 60, traz para o centro da representação teatral recifense a preocupação sobre o caráter político do teatro enquanto arte por excelência humana e coletiva. Arte que depende do outro e que revela o outro em si mesmo e nas condições em que vive.

Nesse sentido, esse Festival busca seguir um caminho histórico-conceitual deixado pelo próprio LUIZ MENDONÇA na medida em que quer discutir, repensar e apresentar para a própria sociedade recifense e nacional o Brasil e os brasileiros e, sobretudo, as questões políticas inerentes à sua sobrevivência. Assim, o VIII Festival insiste em colocar em discussão a trajetória do homem moderno, imerso que está em sua condição de citadino, de homem de cidade, que, em nome dessa mesma cidade, está se perdendo em sua construção subjetiva, mas que não está necessariamente aprisionado nestas forças negativas de "achatamento do ser". Pelo contrário, esse homem precisa recriar a si próprio e as suas cidades e a arte, para o curador do Festival, o crítico e dramaturgo Aimar Labaki, é o espaço por excelência onde homens e mulheres comuns possam "ser vistos em sua dimensão política, em sua cidadania vilipendiada, em sua alegria aturdida, mas verdadeira; em seu riso doído, mas revelador das ,mazelas não apenas de um país, mas da tragicidade ou da comédia como marca identitária do próprio existir."

Então, "que ressurja uma arte capaz de transfigurar nossas vidas e que de perto ninguém nos veja como "meros objetos", como homens e mulheres comuns, mas como seres HUMANAMENTE HUMANOS". Que venha o nosso VIII Festival Recife do Teatro Nacional e que uma de suas principais contribuições seja, através da arte teatral, resgatar experiências e pensamentos como o de LUIZ MENDONÇA, homem incansável na luta por um teatro brasileiro e popular, mas, sobretudo, um teatro político e questionador.

OFICINAS
As oficinas acontecem no período do festival distribuídas em quatro locais: no Teatro Santa Isabel, Centro Cultural Benfica, Sesc de Casa Amarela e Sítio Trindade.

  • O corpo para atores - de 21 a 25 de novembro, das 9h às 12h, na sala de ensaio do Teatro Santa Isabel, com a professora paulista Vivien Buckup - são 30 vagas e o público são os atores;
  • O corpo do ator - de 21 a 25 de novembro, das 14h às 17h, na sala de ensaio do Teatro Santa Isabel, também com a professora Vivien Buckup - são 30 vagas destinadas aos diretores, encenadores e dramaturgos;
  • Voz e ação em cena - de 22 a 26 de novembro, das 9 às 12 horas, no Centro Cultural Benfica (rua Benfica, 157 - Madalena), com a fonoaudióloga e pesquisadora de voz cênica paulista Mônica Montenegro - são 22 vagas para atores experientes;
  • Vivência e discussão: linguagem, princípios e estratégia no trabalho de voz e expressão verbal cênica - de 22 a 26 de novembro, das 14 às 17 horas, no Centro Cultural Benfica, também com a pesquisadora de voz cênica paulista Mônica Montenegro - são 20 vagas para diretores de teatro, assistentes de direção, preparadores de elenco e demais profissionais interessados;
  • A construção da cena - dias 23, 24, 25, 27 e 28 de novembro, das 14 às 17 horas, no Teatro Capiba localizado no Sesc de Casa Amarela, com a aclamada diretora e iluminadora paulista Cibele Forjaz - são 24 vagas para diretores, atores, cenógrafos, figurinistas e iluminadores, profissionais ou amadores com experiência;
  • Iluminação - dias 23, 24, 25, 26 e 28 de novembro, das 9 às 12 horas, no Teatro Capiba do Sesc de Casa Amarela também com a diretora Cibele Forjaz - são 16 vagas para iluminadores, diretores, atores, técnicos, eletricistas e membros de grupos de teatro interessados no assunto;
  • Construção de instrumentos musicais - de 20 a 24 de novembro, no Sítio Trindade em Casa Amarela, das 9 às 13 horas, com o professor Márcio Vieira, membro do Grupo Udi Grudi de Brasília - são 25 vagas para maiores de 14 anos, músicos, artesãos, profissionais e amadores, estudantes e professores de áreas relacionadas.


CURSOS
História do teatro popular no Brasil: teatro ligeiro, circo-teatro e melodrama - de 21 a 25 de novembro, das 14 às 17 horas, na sala Aloísio Magalhães na Fundaj, com o professor e mestre em teatro carioca Paulo Merísio - são 20 vagas para estudantes de teatro, artistas e interessados no universo teatral;


Estética e procedimentos da cena brasileira contemporânea - de 21 a 23 de novembro, das 13 às 17 horas, na Livraria Cultura - Paço da Alfândega, com o crítico teatral e professor de teatro da Universidade de Santa Catarina - Edélcio Mostaço - são 80 vagas para estudantes de artes cênicas, letras e humanidades, jornalistas, professores de teatro e artes.

SEMINÁRIO
Cultura e brasilidade: homem comum e homem político - de 23 a 26 de novembro, das 10 às 13 horas, na Livraria Cultura - Paço Alfândega

Dia 23 de novembro - palestra Luiz Mendonça, o teatro é festa para o povo, palestrante Luís Reis (PE) e debatedor Paulo Merísio (MG);

Dia 24 de novembro - palestra O abismo farsesco - considerações sobre o "cronicamente inviável", palestrante Edélcio Mostaço (SC) e debatedor Luís Reis (PE);

Dia 25 de novembro - palestra Quais as implicações da brasilidade? (Um estudo do caso), palestrante Luiz Costa Lima (RJ) e debatedor Edélcio Mostaço (SC);

Dia 26 de novembro - palestra Quanto vale ou é por quilo? - a escravidão que nunca terminou, no novo filme de Sérgio Bianchi, palestrante Maria Rita Kehl (SP) e debatedor Paulo Cunha (PE).



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