VIII FESTIVAL RECIFE DO TEATRO NACIONAL


OFICINA: O CORPO PARA ATORES

21 a 25 de novembro - Das 9h às 12h
Profesora: Vivien Buckup (SP)
Local: Teatro de Santa Isabel (Sala de ensaio) - Praça da República

Professora: Vivien Buckup
Com formação em cinema pela ECA-USP, iniciou sua experiência profissional como bailarina no Ballet da Cidade de São Paulo. Passou a criar coreografia para teatro e a desenvolver o trabalho de preparação corporal de atores, pelo qual recebeu vários prêmios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Associou a este trabalho o de assistência de direção para, entre outros, Roberto Lage, Gabriel Vilella, Fauzi Arap e José Possi Neto. Em 1995 passou também à direção de espetáculos como Cenas de Um Casamento, de Ingmar Bergman, Por Água Abaixo, de Ângela Dip e Oscar Wilde, de Elias Andreato. Seu mais recente trabalho é o monólogo Sonho de Um Homem Ridículo, adaptação de Celso Frateschi para o conto de Dostoievski em cartaz em São Paulo.

Proposta: O palco é fundamentalmente um espaço de significação e todo o profissional que faz desse espaço seu lugar de expressão deve ter essa consciência. Aquele que está em cena deve saber que em nenhuma outra situação seu corpo, sua voz, seu gesto ganham tanto significado e para isso deve estar preparado.

Objetivos: O objetivo desta oficina é justamente essa preparação: levar o ator a entrar em contato com sua força, flexibilidade e capacidade de coordenação, a partir de noções básicas de como se organiza o corpo e suas articulações e das possibilidades de movimento que essa organização cria, a fim de desenvolver um domínio cada vez mais elaborado de sua expressão no espaço.

Metodologia: A metodologia para alcance deste objetivo compreende exercícios adaptados principalmente das técnicas de dança - jogos que envolvem locomoção e organização no espaço, construção e dramatização. Os exercícios trabalham noções de ritmo, impulso, qualidade e projeção do gesto a fim de que se construam seqüências de movimento e, a partir delas, situações cênicas.

Carga Horária: 15 h/a
Público-alvo: atores.
Mínimo: 20 pessoas.
Máximo: 30 pessoas.

Bibliografia:
A Arte Secreta do Ator - Eugenio Barba/Nicola Savarese
A Dança - Klauss Vianna
Cidadão Corpo - Ivaldo Bertazzo
Memórias Sonhos e Reflexões - C G Jung
Mito e Corpo - Stanley Keleman
Uma História Natural dos Sentidos - Diane Ackerman

OFICINA: O CORPO DO ATOR
21 a 25 de novembro - Das 14h às 17h
Profesora: Vivien Buckup (SP)
Local: Teatro de Santa Isabel (Sala de ensaio) - Praça da República

Professora: Vivien Buckup
Com formação em cinema pela ECA-USP, iniciou sua experiência profissional como bailarina no Ballet da Cidade de São Paulo. Passou a criar coreografia para teatro e a desenvolver o trabalho de preparação corporal de atores, pelo qual recebeu vários prêmios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Associou a este trabalho o de assistência de direção para, entre outros, Roberto Lage, Gabriel Vilella, Fauzi Arap e José Possi Neto. Em 1995 passou também à direção de espetáculos como Cenas de Um Casamento, de Ingmar Bergman, Por Água Abaixo, de Ângela Dip e Oscar Wilde, de Elias Andreato. Seu mais recente trabalho é o monólogo Sonho de Um Homem Ridículo, adaptação de Celso Frateschi para o conto de Dostoievski em cartaz em São Paulo.

Conteúdo programático:
Corpo + Corpo Expressivo;
Corpo do Ator + Corpo da Personagem;
Fora e dentro da cena.
A partir desses três temas, levantar uma série de perguntas e através delas estabelecer estratégias de ação, utilizando exercícios técnicos e criação, a fim de estabelecer com o ator uma relação de provocação e de cumplicidade.

Objetivos: O objetivo desta oficina é responder às necessidades daqueles que estão envolvidos no trabalho do ator, de debater questões acerca das técnicas que envolvem a construção do corpo em cena, de seu gesto e sua expressão.

Metodologia: A metodologia para alcance deste objetivo compreende exercícios adaptados principalmente das técnicas de dança - jogos que envolvem locomoção e organização no espaço, construção e dramatização. Os exercícios trabalham noções de ritmo, impulso, qualidade e projeção do gesto a fim de que se construam seqüências de movimento e, a partir delas, situações cênicas.

Carga Horária: 15 h/a
Público-alvo: diretores, encenadores e dramaturgos
Mínimo: 06 pessoas.
Máximo: 30 pessoas.
Bibliografia:
A Arte Secreta do Ator - Eugenio Barba/Nicola Savarese
A Dança - Klauss Vianna
Cidadão Corpo - Ivaldo Bertazzo
Memórias Sonhos e Reflexões - C G Jung
Mito e Corpo - Stanley Keleman
Uma História Natural dos Sentidos - Diane Ackerman

OFICINA: VOZ E AÇÃO NA CENA
22 a 26 de novembro - Das 9h às 12h
Professora: Mônica Montenegro (SP)
Local: Centro Cultural Benfica - Rua Benfica, 157 - Madalena

Professora: Mônica Montenegro
É fonoaudióloga, terapeuta vocal e pesquisadora da voz cênica. Trabalha com formação de ator e preparação de elenco teatral desde 1988. Entre outros, trabalhou com Antunes Filho (Espetáculo "Paraíso: Zona Norte" - 1990); acompanha o grupo Teatro da Vertigem desde 2000 ("Apocalipse 1,11", "Trilogia Bíblica") e atualmente na montagem de "BR 3" É professora da Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP) desde 1998.
Objetivos: Desenvolver os elementos expressivos sonoro-vocais, associados ao movimento corporal e à intenção.

Conteúdo programático:
Integração corpo/voz - apoio/energia/espaço
Respiração do movimento
Ressonância: percursos sonoros
Elementos vocais e suas dinâmicas: intensidade, altura, ritmos e velocidade, e articulação.
Corpo/voz/texto: relações de movimento
A voz como ação
Partitura Qualitativa: o diálogo entre estrutura e intenção expressiva

Carga Horária: 15 h/a
Público-alvo: atores com experiência.
Mínimo: 15 pessoas.
Máximo: 22 pessoas.

Bibliografia:
Observação:
1 - Cada participante deverá trazer um texto escrito, não necessariamente teatral, de 10 linhas, aproximadamente.
2 - Os participantes deverão usar roupa confortável para trabalho corporal.

OFICINA: VIVÊNCIA E DISCUSSÃO:
LINGUAGEM, PRINCÍPIOS E ESTRATÉGIAS NO TRABALHO DE VOZ E EXPRESSÃO VERBAL CÊNICA.
22 a 26 de novembro das 14h às 17h
Professora: Mônica Montenegro (SP)
Local: Centro Cultural Benfica - Rua Benfica nº 157 - Madalena

Professora: Mônica Montenegro
É fonoaudióloga, terapeuta vocal e pesquisadora da voz cênica. Trabalha com formação de ator e preparação de elenco teatral desde 1988. Entre outros, trabalhou com Antunes Filho (Espetáculo "Paraíso: Zona Norte" - 1990); acompanha o grupo Teatro da Vertigem desde 2000 ("Apocalipse 1,11", "Trilogia Bíblica") e atualmente na montagem de "BR 3" É professora da Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP) desde 1998.
Objetivos:
Discutir e compreender a voz, seu uso e as dinâmicas verbais na ação cênica.

Conteúdo programático:
Conceitos e princípios do trabalho de voz
Integração corpo/voz - as relações de apoio, energia e espaço
Voz dilatada x pressão sonora
Percursos sonoros e expressividade
O uso da voz em um corpo em movimento
A construção do personagem sonoro
Dinâmicas verbais
O diálogo entre estrutura sonoro-verbal e intenção expressiva

Carga Horária: 15 h/a
Público-alvo: diretores de teatro, assistentes de direção, preparadores de elenco e demais profissionais interessados. Mínimo: 10 pessoas.
Máximo: 20 pessoas.


Bibliografia:
Berry C. (1973) - "Voice and the actor". London: Harrap ltd, 1987
Beuttenmuller, M. G.; Laport, N. (1974) - "Expressão vocal e expressão corporal". Rio de Janeiro: Enelivros Ed., 1989
Davini, S. - "Vocalidade e cena: tecnologia de treinamento e controle de ensaio"
in Folhetim 15 - Teatro do pequeno gesto. Rio de Janeiro, 2002
Gayotto, L. H.; Souza, L. A. - " Expressão no teatro" in "Expressividade - da teoria à prática" -Org Leny R. Kyrillos. Rio de janeiro: Revinter, 2005
Guberfain, J. C. - "Voz em cena" - volume 1. Rio de Janeiro: Revinter, 2004
Wilfart, S. - (1994)"Encuentra tu propia voz - la voz como instrumento para tu desarrollo personal". Barcelona: Ediciones Urano, 1999.

CINA: A CONSTRUÇÃO DA CENA
23, 24, 25, 27 e 28 de novembro - 14h às 17h
Professora: Cibele Forjaz (SP)
Local: SESC Casa Amarela - Teatro Capiba / Rua Prof. José dos Santos nº 1109 - Mangabeira

Professora: Cibele Forjaz
Diretora e iluminadora, formada pela ECA/USP. Dirigiu, entre outras: O Homem da Flor na Boca, de Pirandello (1988); A Paixão Segundo GH, roteiro de Marilena Ansaldi para obra de Clarice Lispector (1989); Woyzeck, de Büchner (1990/91); Álbum de Família, de Nelson Rodrigues (1994/98); Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues (2000/01); Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (2002); Woyzeck, o Brasileiro e Woyzeck, o Desmembrado, dramaturgia de Fernando Bonassi sobre original de Büchner (2002/04); O Acidente, de Bosco Brasil (2003/04). É diretora artística da Cia. Livre da Cooperativa Paulista de Teatro. No projeto Cia. Livre Conta Arena 50 anos dirigiu o espetáculo Arena Conta Danton, uma releitura da Cia. Livre de A Morte de Danton, com dramaturgia de Fernando Bonassi. Coordena o núcleo de Direção Teatral da Escola Livre de Teatro de Santo André.

Ementa: Laboratório de encenação.

Objetivos: A partir da prática, experimentar a interação entre os vários criadores do espetáculo na construção da cena teatral. Refletir sobre a linguagem da encenação teatral como uma articulação entre várias linguagens.

Conteúdo programático:
Análise de texto para direção.
Processo de concepção de espetáculo/laboratório, a partir da interação entre uma equipe de trabalho.
Ensaios com atores.
Criação e execução de cenografia, figurinos e luz segundo a concepção de espetáculo definida pela equipe de trabalho.
Reflexão sobre o processo de "construção da cena".

Metodologia:
Montagem de 4 equipes de trabalho.
Distribuição de 2 peças curtas para as 4 equipes de trabalho (cada peça terá duas versões diferentes).
Reuniões de criação para concepção do espetáculo/laboratório, com definição de conceito para interpretação, espaço, cenografia, figurinos e luz. Criação de um projeto de "Construção da cena". Discussão.
Ensaios. Discussões sobre a prática dos ensaios.
Execução da criação a partir da realidade dada.
Apresentação do resultado da Oficina.
Reflexão sobre o processo de trabalho e os resultados alcançados.

Carga Horária: 15 h/a Público-alvo: diretores, atores, cenógrafos, figurinistas e iluminadores, profissionais ou amadores, com experiência. 4 diretores, 8 intérpretes (4 atores e 4 atrizes), 4 cenógrafos, 4 figurinistas e 4 iluminadores.
Máximo: 24 pessoas.

CINA: ILUMINAÇÂO
23, 24, 25, 26 e 28 de novembro - Das 9h às 12h
Professora: Cibele Forjaz (SP)
Local: SESC Casa Amarela - Teatro Capiba / Rua Prof. José dos Santos nº 1109 - Mangabeira

Professora: Cibele Forjaz
Diretora e iluminadora, formada pela ECA/USP. Dirigiu, entre outras: O Homem da Flor na Boca, de Pirandello (1988); A Paixão Segundo GH, roteiro de Marilena Ansaldi para obra de Clarice Lispector (1989); Woyzeck, de Büchner (1990/91); Álbum de Família, de Nelson Rodrigues (1994/98); Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues (2000/01); Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (2002); Woyzeck, o Brasileiro e Woyzeck, o Desmembrado, dramaturgia de Fernando Bonassi sobre original de Büchner (2002/04); O Acidente, de Bosco Brasil (2003/04). É diretora artística da Cia. Livre da Cooperativa Paulista de Teatro. No projeto Cia. Livre Conta Arena 50 anos dirigiu o espetáculo Arena Conta Danton, uma releitura da Cia. Livre de A Morte de Danton, com dramaturgia de Fernando Bonassi. Coordena o núcleo de Direção Teatral da Escola Livre de Teatro de Santo André.

Ementa: Oficina teórico-prática de iluminação cênica.

Objetivos: Transmitir conhecimentos técnicos e estéticos básicos sobre a iluminação teatral. Aprofundar a reflexão da iluminação cênica como linguagem e sua função na construção da cena.

Conteúdo programático:
Introdução: o surgimento da encenação e a descoberta da luz elétrica.A luz como linguagem. A luz e o espaço. A luz e o tempo ficcional. A Iluminação e a articulação entre espaço e tempo no espetáculo teatral.
Descrição técnica e prática dos equipamentos de luz e sua utilização.
Ângulos de incidência e desenho de luz.
Teoria das cores.
Processo de criação.

Metodologia: Aulas teóricas, demonstração prática e, se possível, experimentação dos conteúdos abordados por parte dos alunos.

Carga Horária: 15 h/a
Público-alvo: iluminadores, diretores, atores, técnicos eletricistas e membros de grupos de teatro interessados em iluminação cênica.
Mínimo: 08pessoas.
Máximo: 16 pessoas.

Bibliografia:
APPIA, Adolphe. A Obra de Arte Viva. Lisboa: Ed. Arcádia.
CAMARGO, Roberto Gil. Função Estética da Luz. Sorocaba: Editora Fundo de Cultura, 2000.
GUINSBURG, J.. Da Cena em Cena. São Paulo: Editora Perspectiva, 2001.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.
PAVIS, Patrice. A Análise dos Espetáculos. São Paulo: Editora Perspectiva, 2003.
PEDROSA, Israel. Da Cor à Cor Inexistente. Rio de Janeiro: Léo Christiano ed., 1999.
ROUBINE, Jean-Jaques. A Linguagem da Encenação Teatral, 1880/1980. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1996.

OFICINA: CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS
20 a 24 de novembro - Das 9h às 13h
Professor: Márcio Vieira (Grupo Udi Grudi/DF)
Local: Sítio da Trindade - Estrada do Arraial - Casa Amarela

Professor: Márcio Vieira
Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília em 1985, estudou na Escola de Música de Brasília de 1978 a 1980.
Ator e músico. Pesquisador e criador de instrumentos musicais com matéria-prima alternativa, já produzidos profissionalmente.
São kalimbas (comercializadas no Brasil e na Alemanha), o Carrilhão Multitonal, o Girassino e muitos outros. Desenvolve instrumentos musicais para o Hospital Sarah Kubtschek utilizados no tratamento e desenvolvimento de habilidades motoras de deficientes físicos. Em 84 obtém bolsa de pesquisa do CNPq com projeto de técnicas e materiais para construção de instrumentos musicais, desenvolvendo práticas e realizando estudos teóricos de física acústica e teoria musical.
Há vários anos ministra oficinas de acústica e construção de instrumentos na Escola de Música de Brasília, UNB e em escolas do DF e Goiás.

Objetivos:
Construção de instrumentos musicais com materiais alternativos, usando conceitos musicais, métodos científicos baseados na acústica e na descoberta e desenvolvimento de elementos sonoros.
Introdução das diversas fontes sonoras e classificação segundo sua natureza: placa, barra livre, barra semilivre, coluna de ar, etc.
Introdução às técnicas para controle do tom, timbre, ressonância e volume de diferentes fontes sonoras.

Carga Horária: 20 h/a
Público-alvo: músicos e artesãos, profissionais e amadores, estudantes e professores de áreas relacionadas. (Acima de 14 anos)
Mínimo: 10 pessoas
Máximo: 25 pessoas.



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