HISTÓRICO DOS MERCADOS

A vida pulsa nos mercados públicos do Recife. São parte de sua identidade. Emprestam-lhe charme e revelam o caráter de sua gente, seus hábitos, costumes, sua cultura. Conferem tradição. São José, Madalena, Boa Vista, Encruzilhada, Casa Amarela, Santo Amaro... São 17 ao todo, alguns com anexos, somando 2.277 boxes. Cada qual com sua personalidade e importância na vida da comunidade. E há a feiras livres. São 27, num total de 3.600 bancas em toda a cidade.

A gestão democrática e popular da Prefeitura do Recife dedica carinho especial a esses espaços. Por meio da CSURB (Companhia de Serviços Urbanos), empresa ligada a Secretaria de Serviços Públicos, cuida da limpeza e da higiene, permanentemente. Busca reorganizá-los, de modo a asssegurar-lhes um gerenciamento ágil, democrático e eficiente. O objetivo é devolver à população um espaço prazeroso de convivência, e oferecer ao visitante, ao turista, alternativa de consumo e lazer. Conheça um pouco da história de cada um deles.



Mercado de São José

A arquitetura em ferro é típica do século XIX. A inspiração veio do mercado público de Grenelle, em Paris. O projeto, elaborado por encomenda da Câmara Municipal do Recife, provavelmente é de Victor Lenthier, engenheiro da casa, à época. O detalhamento ficou a cargo do engenheiro Louis Léger Vauthier, contratado também para acompanhar a execução das estruturas de metal na França. A inauguração se deu às 11 horas do dia 7 de setembro de 1875, uma quinta-feira. É um dos monumentos pernambucanos, reconhecido e tombado pelo Patrimônio Histórico.

A construção levou mais de dois anos, extrapolando o prazo estipulado para o empreiteiro José Augusto de Araújo. O custo também foi onerado pelas modificações introduzidas por Vauthier, para adequar o empreendimento ao clima tropical: 390:315$136 (trezentos e noventa milhões, trezentos e quinze mil, centro e trinta e seis contos de réis), quase cinco milhões de réis além do orçamento fixado pela Câmara.

O mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quatrados. Mede 48,88 m de frente por 75,44 m de fundo. O prédio é formado por dois pavilhões, com 377 compartimentos de diversos produtos; 27 pedras de peixe; 34 barracas internas – para vender comidas e caldo de cana – e outras 70 espalhadas pela calçada do pátio. Atualmente, são 545 boxes no total. Artesanato em barro, corda e palha fazem do mercado polo de atração turística. É, também, ponto tradicional do comércio de pescado. Semanalmente são vendidos, ali, cerca de 1,3 toneladas de peixe e 400 kg de crustáceos.

Em 1787, o local onde está instalado, na Praça Dom Vital ou Praça do Mercado, no Bairro de São José, chamava-se Ribeira de São José. Ali se mantinha um pequeno comércio de verduras e frutas. Em 1817, o local era descrito assim: Um mercado junto de uma igreja, onde são oferecidos montões de raízes de mandioca, bananas, ananases, cajus, mangas e laranjas. Hoje, o mercado comercializa, além do artesanato variado, de peixes e crustáceos, charque, outras carnes e cereais.

Antes de tornar-se Ribeira de São José, o local era denominado Terreno dos Coqueiros, depois Ribeira dos Peixes. Pertencia a Belchior Alves Camelo e à sua mulher, Joana Bezerra, que os doou, por escritura lavrada em 16 de abril de 1655, aos padres capuchinhos.

Ao longo de mais de 125 anos de história, o Mercado de São José sofreu várias reformas. A primeira delas, em 1906, levou dez meses. Em 1941, foram substituídas as venezianas de madeira e vidro por combogós de cimento, mais duráveis. Em novembro de 1989, um incêndio destruiu parte do mercado, danificando-lhe a estrutura. A reconstrução somente veio a ocorrer quatro anos mais tarde. A obra durou um ano e, em 12 de março de 1994, ele foi reinaugurado com grande festa. Em 1998, o mercado foi novamente restaurado.

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Mercado da Boa Vista

O Mercado da Boa Vista e tão antigo quanto o de São José. Não se sabe, ao certo, a data de sua inauguração. Entretanto, no livro Recife, a Capital do Estado de Pernambuco, editado em novembro de 1889, Barbosa Viana informa: Além do Mercado de São José, tem o município o Mercado da Boa Vista, que atualmente não funciona, mas que a municipalidade cogita reabrir.

De fato, o mercado foi totalmente reformado e reinaugurado em 02 de dezembro de 1946. Antônio Pereira era o prefeito da cidade e Otávio Correia o governador de Pernambuco. Passaria por outras reformas, em 1991 e 1994. Possui 63 boxes, que comercializam cereais, verduras, frutas e legumes, carnes, aves e frios, além de ervas e armarinhos. Há nove bares, que servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar. A clientela é formada, principalmente, por sindicalistas e políticos, que se deliciam com o famoso patinho cozido no feijão preto.

Localizado à Rua de Santa Cruz, no Bairro da Boa Vista, sabe-se que o local foi estrebaria e Cemitério da Capela, hoje transformada em Igreja de Santa Cruz. Ali funcionou um mercado de escravos. Onde hoje é o compartimento no. 1, os servos eram chicoteados.

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Mercado da Madalena

O Bairro da Madalena e local de grande importância histórica. Foi rentável zona açucareira do Recife antigo. As terras foram doadas por Duarte Coelho ao cunhado Jerônimo de Albuquerque. Depois de sua morte, foram divididas entre os filhos que, por sua vez, as passaram adiante. Uma dessas partes foi adquirida por Pedro Afonso Durol, casado com dona Madalena Gonçalves Furtado. Ali o proprietário implantou um engenho de açúcar, movido por animais. A propriedade, onde se construiu o Sobrado Grande de São João Alfredo - casa grande do engenho -, ficou conhecida como Passagem de D. Madalena.

A construção do mercado teve início em 6 de fevereiro de 1925, e a inauguração se deu no mesmo ano. No local se reunia um aglomerado de feirantes, que ali vendiam frutas e verduras, sem qualquer interferência por parte da prefeitura. Funcionava à noite e, por isso, recebeu o nome de Mercado do Bacurau. O horário noturno atraía, além de comerciantes, boêmios, que buscavam um local vivo nas noites provincianas do Recife. Nos fins de semana, o movimento era mais intenso durante o dia, com destaque para o comércio de comidas típicas: mungunzá, tapioca, cuscuz com café, e o saboroso sarapatel de Manoel Mendes.

No mercado original só havia compartimentos na parte periférica. No centro, havia grandes pedras, em áreas cobertas, onde se comercializavam frutas e verduras. Mais tarde, com a ampliação do espaço, as pedras foram substituídas por boxes e, na ala sul, passou a funcionar uma cooperativa, que comprava produtos vindos do interior. Hoje, são 180 compartimentos, que oferecem alimentos variados: frutas, verduras, legumes, cereais, carnes e peixe. A parte onde funciona a administração conserva a estrutura original. Alterou-se, apenas, a parte térrea, onde funcionavam os sanitários e o depósito.

O Mercado da Madalena fica no bairro de mesmo nome, Praça Solange Pinto Melo, Rua Real da Torre. Ainda hoje é ponto de encontro de boêmios. Ali, eles vão tomar a saideira e recuperar as energias dispendidas nas noitadas com um bom cuscuz com bode guizado, sarapatel e outras guloseimas da cozinha regional.

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Mercado de Casa Amarela

O Mercado de Casa Amarela foi inaugurado em 9 de novembro de 1930, na gestão de Pereira Borges na prefeitura. As estruturas que sustentam a construção foram trazidas de bonde pela empresa Borrione, em 1928. Presume-se que o terreno onde o mercado foi erguido tenha sido doado pelo proprietário, senhor Allain Teixeira, naquele mesmo ano. A área originalmente construída é de 817 metros quadrados. Abriga 100 boxes e se localiza na Estrada do Arraial, 1930 - Casa Amarela.

Os bares e restaurantes populares, localizados na parte externa do mercado, são as principais atrações. Alguns deles são porta aberta, não fecham nunca; para alegria dos boêmios. Servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar, e são freqüentados por motoristas de táxis e comerciantes do próprio mercado, dos anexos e da feira vizinha. Às sextas e sábados, pode-se degustar uma deliciosa galinha de capoeira preprada por Dona Néri.

Na parte interna, o Grandão do Queijo é ponto tradicional de venda de charque e queijo de coalho diretamente do sertão. Mas a oferta de produtos no mercado é diversificada: há carnes e frios, peixes e crustáceos, armarinhos, ervas, flores e artesanato em palha e barro.

No Anexo I foi construído em terreno público e inaugurado no dia 17 de abril de 1982. O prefeito era Jorge Cavalcante. No local funcionava um sanitário público e parte da Feira de Casa Amarela. A área construída é de 640 metros quadrados, inicialmente com 29 compartimentos; hoje, são 34 boxes, ocupados basicamente por bares.

Inicialmente, ali se instalaram os locatários desalojados do Mercado Público. Ocuparam compartimentos adaptados às paredes das fachadas principal e posterior. Com a construção do anexo, eles foram transferidos e os compartimentos demolidos, devolvendo-se ao velho mercado sua arquitetura original.

Há, ainda, o Anexo II-Cobal, que abriga 14 boxes para venda de cereais e alimentos não perecíveis. E o Sempre Viva, na rua de mesmo nome, s/n, que vende confecções, calçados e acessórios.

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Mercado de Santo Amaro

O Mercado de Santo Amaro foi entregue à comunidade em 13 de junho de 1933 pelo então prefeito Antônio de Goes Cavalcante. A construção, com 692 metros quadrados e 82 compartimentos, ocupou terreno de propriedade do senhor Caetano Lopes. No local, havia um "correr de casas" (vilas, com casas geminadas). O mercado público passou por reforma em 1998, quando foi mantido o número de boxes.

O Mercado de Santo Amaro fica à Rua Cruz de Cabugá, 1933 - Santo Amaro. Comercializa cereais, frutas e verduras, frios, carnes, aves e ervas. O movimento se concentra nos bares, que servem um café da manhã típico: cuscuz, macaxeira, inhame e sopa, além de almoço comercial.

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Mercado da Encruzilhada

Modelo de obra arquitetônica do gênero no Brasil da década de 50, o Mercado da Encruzilhada constitui-se em orgulho da engenharia pernambucana da época. Para sua inauguração, em 09 de novembro, acorreram técnicos em engenharia de várias partes do Brasil, em comemoração à Semana do Engenheiro. Morales de Los Rios, presidente do Conselho Nacional de Engenharia, cortou a fita simbólica. A solenidade contou com a presença do governador do Estado, Barbosa Lima Sobrinho, entre outras autoridades.

Os 156 compartimentos, arejados e bem iluminados, foram demarcados com placas explicativas segundo os gêneros de comércio - para facilitar a vida dos compradores. Construíram-se câmaras frigoríficas de grande capacidade, de modo a evitar a perda de alimentos como carne, peixe, frutas e verduras. Nos pisos, alternaram granito artificial e cerâmica de fabricação local. As paredes foram revestidas com azulejo natural para facilitar a limpeza e garantir a higiene. O andar superior foi destinado à administração e foi construído sobre lajes de concreto armado.

De cada lado do mercado, ergueram-se dois restaurantes e dois bares. Hoje são 17, divididos entre as alas sul e norte. Servem comidas típicas no café da amanhã e almoço comercial. Na Praça da Alimentação, na ala sul, pode-se saborear uma deliciosa peixada, no Lélis, ou um bacalhau supimpa no Bragantino. A clientela é diversificada: juizes, políticos, advogados, intelectuais, gente do povo.

Diversificados são também os produtos comercializados nos atuais 214 boxes do mercado: frutas, verduras, cereais, miudezas em geral, artesanato, frios, carnes e aves. Destaque para a carne de sol e para a lingüiça de porco caseira, uma das melhores da capital. Há 10 peixarias, que vendem, semanalmente, 4, 2 toneladas de peixes e 230 quilos de crustáceos.

A área coberta de 3.850 metros quadrados, supera a do Mercado de São José em cerca de 300 metros quadrados. Esta informação foi destacada pelo então prefeito do Recife, Manoel César de Morais Rêgo, no ato inaugural. O projeto leva a assinatura do desenhista Waldemiro Lima. A construção ficou a cargo do engenheiro Edgar dos Anjos. O engenheiro Abdias de Carvalho era o diretor de obras da prefeitura à época, e Edgar Amorim o chefe do Escritório Técnico. Alcides Tolentino de Carvalho era o Diretor de Mercados.

Era imperativa a construção de um novo edifício para abrigar as atividades de comercialização de gêneros alimentícios. O prédio onde funcionava o velho mercado era uma estação ferroviária desativada e estava em péssimas condições. A cada dia se prestava menos ao fim a que se destinava. Buscou-se, então, um terreno vizinho, junto ao antigo, aviou-se a planta e, 22 meses após o lançamento da pedra fundamental, a obra foi entregue ao público. O Mercado da Encruzilhada fica à Rua Dr. José Maria, no Bairro da Encruzilhada, passou por várias reformas sem, entretanto, alterar-lhes as características originais.

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Mercado de Água Fria

O Mercado de Água Fria teve sua construção iniciada em 28 de julho de 1952, quando era prefeito do Recife Antônio Pereira. A inauguração se deu em 26 de janeiro de 1954, na gestão de Etelvino Lins. Como na maioria dos mercados da capital pernambucana, no local havia uma pequena feira, onde se comercializava frutas, verduras e outros gêneros.

Hoje, o forte do mercado são os artigos de umbanda e camdomblé, miudezas em geral e cerâmica, mais especificamente, panelas de barro. Há também, uma boa demanda pelo café da manhã típico – cuscuz, macaxeira, inhame, com charque ou carne guizada – e pelo almoço comercial.

O mercado fica na Av. Beberibe, s/n, no bairro de mesmo nome. Pesquisas realizadas pela antiga Secretaria de Abastecimento do Recife dão conta de que, ao redor da antiga feira, havia um conjunto de casas que pertenciam a um certo senhor Antônio. Os registros não apontam, todavia, se o terreno onde se ergueu o mercado eram do mesmo proprietário.

O Pátio da Feira só viria quarenta anos depois. Inaugurado no dia 13 de outubro de 1993, custou R$ 250 mil, com uma área de 3.087.22 metros quadrados. O terreno foi desapropriado pela prefeitura. Atualmente, abriga 162 boxes. Localizado na Estrada Velha de Água Fria, o pátio possui infraestrutura de calçamento, banheiros, iluminação e lavatórios. As cobertas das bancas são padronizadas.

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Mercado de Nova Descoberta

O Mercado de Nova Descoberta foi obra de iniciativa particular. Construído pelo senhor Roberto Marinho, construtor, dono de imobiliária e proprietário do sítio que havia no local, foi inaugurado em 1973. O nome original era Centro Comercial de Nova Descoberta. Em 1976, na gestão Antônio Farias, a Prefeitura adquiriu o empreendimento, alterando-lhe a denominação. Possui 91 boxes, que vendem carnes, cereais, frutas e verduras, além de artigos de armarinho. Está localizado à Rua Nova Descoberta, s/n, no bairro de mesmo nome e tem, anexa, uma feira de produtos variados.

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Centro de Abastecimento de Afogados

O Centro de abastecimento de Afogados é um complexo formado por quatro unidades com finalidades distintas: o mercado maior vende carne fresca e de sol, aves, queijos e laticínios, cereais, vasilhames, calçados, roupas e dispõe de 95 bares na área externa; o mercado de peixes, no Anexo I vende cerca de uma tonelada de peixes e crustáceos por semana; o Pátio da Feira comercializa frutas, verduras e legumes e outros alimentos; e o Centro de Serviços, que reúne, baseicamente, bares e lanchonetes populares. São 508 boxes só no mercado principal.

No terreno onde foi construído o Centro de Abastecimento funcionava um pátio de feira para comércio atacadista de frutas. A inauguração deu-se em 6 de dezembro de 1983. Joaquim Francisco era o prefeito. Em 10 de janeiro de 1994, inaugurou-se o Anexo I. Abrigou os locatários do velho Mercado de Afogados, demolido para a construção do Pátio da Feira, que seria inaugurado em 31 de março daquele mesmo ano pelo então prefeito Jarbas Vasconcelos. Em junho de 2001, a gestão João Paulo inicia ampla reforma em todo o complexo comercial, a primeira desde a sua inauguração.

O Anexo I foi construído em terreno da prefeitura, onde funcionava a empresa Compare, empresa que originou a CSURB - Companhia de Serviços Urbanos do Recife. O local ocupa a parte posterior do Centro de Abastecimentos. Possui 1.451,99 metros quadrados de área e 58 compartimentos.

Para construir o Pátio da Feira, a prefeitura desapropriou as áreas laterais e ao fundo para que pudesse comportar todos os feirantes que ali exerciam suas atividades. O pátio tem uma área total de 4.294,18 metros quadrados. É totalmente cercado por gradil metálico e custou R$ 280 mil. É dotado de sanitários, iluminação com lâmpadas a vapor de sódio e local para lavagem de frutas e verduras.

O velho Mercado de Afogados funcionava desde 04 de novembro de 1934. Fora construído na gestão Pereira Borges, a um custo de $ 157.999,500 (cento e cinquenta e sete milhões, novecentos e noventa e nove mil e quinhentos contos de réis). O investimento inclui desapropriação do terreno e obras, incluindo o aterramento de parte do local, imperativo devido à proximidade da maré. A área construída total era de 544 metros quadrados.

Pesquisas de 1981, da então Secretaria Municipal de Abastecimento, revelam que no local onde fora construído o mercado funcionava um viveiro de peixes. Atrás do viveiro, havia um corredor de casas, ligadas por pontes. O Centro de Abastecimento, o Anexo I e o Pátio da Feira de Afogados ficam na Estrada dos Remédios, s/n , no Bairro de Afogados.

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Mercado do Pina

O Mercado do Pina surgiu em forma de mercado comunitário. Foi assumido pela Prefeitura do Recife, ampliado e inaugurado em 6 de julho de 1983 com as atuais dimensões: 58 boxes. Em 1990, passou por ampla reforma para manutenção corretiva.

Ali se pode encontrar frutas e verduras, carne fresca, aves, cereais, e alguns bares que servem comida regional no café da manhã e almoço. Alguns deles, na parte externa do mercado, também funcionam à noite. O endereço do Mercado do Pina é: Praça Abelardo Baltar, s/n, Bairro do Pina.

Tradicional colônia de pescadores, no Pina há, também, o Mercado de Peixes – logo na entrada do bairro, por trás da Delegacia Policial. São quatro quiosques cobertos com piaçava, cada qual com quatro boxes. Embora se resinta da construção do posto policial, que escondeu o mercado, ali ainda se vende cerca de uma tonelada de peixe por semana.

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Mercado dos Coelhos

O Mercado dos Coelhos surgiu da necessidade de se urbanizar a favela dos Coelhos, que se estendia da Rua Joaquim Mariano até a beira do Rio Capibaribe. O então prefeito Joaquim Francisco mandou construir um conjunto de equipamentos urbanos, composto de uma vila de casas conjugadas, um centro social e o mercado público.

A inauguração se deu em 22 de março de 1985. O mercado foi entregue à administração da extinta Secretaria de Abastecimento, que se encarregou do assentamento dos permissionários, que ocupam 31 boxes. A atividade, hoje, se concentra em lanchonetes, mas possui, ambém, mercearia e trabalha com frutas nobres. O endereço: Rua Doutor No, s/n , Centro.

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Mercado do Beberibe

O Mercado do Beberibe também surgiu da iniciativa privada, na década de 50. Já apresentava a arquitetura atual, porém, encontrava-se em estado de completo abandono. A Prefeitura do Recife desapropriou o local, realizou ampla reforma, adequando-o ao uso da população. A inauguração como mercado público deu-se em 12 de novembro de 1985, na gestão Joaquim Francisco. Fica na praça da Convenção, sem, em Beberibe, e possui 54 boxes. Dispõe de comércio variado, com destaque para a venda de cereais. Na feira, na parte de trás do mercado, se vende frutas, verduras, legumes e cereais, entre outras coisas.

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Mercado do Jordão

O Mercado do Jordão é o mais novo dos mercados do Recife. Foi inaugurado em 26 de setembro de 1998, na gestão Roberto Magalhães. Está localizado na divisa com o município de Jaboatão. Esse detalhe geográfico tem-se constituído em problema para a fiscalização das atividades informais que terminaram por contribuir para o esvaziamento do mercado. Boa parte dos locatários, particularmente aqueles que negociavam com frutas e verduras, abandoram os boxes para vender os produtos na feira anexa, ou na rua. Na verdade, seus 167 compartimentos nunca foram totalmente ocupados. O mercado e a feira do Jordão ficam à Rua Alberto Lundgren x/n, no bairro de mesmo nome.

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Área de Lazer da Unicap

Foi construída a partir da reivindicação dos estudantes da Universidade Católica, na gestão Jarbas Vasconcelos (1992-95). São 40 boxes onde se instalaram lanchonetes. Funciona de segunda a sábado, da manhã à noite, exceto nos períodos de férias escolares. O endereço: Rua Dr. B. Guimarães, s/n – Boa Vista.

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Centro UR-1 – Policlínica

Aqui, também, o negócio se concentra no ramo da alimentação. O centro foi criado em 1998, para atender aos trabalhadores da Policlínica. São 10 lanchonetes. O endereço: Rua Pernambuco, s/n – Ibura.

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Mercado das Frutas

O Mercado das Frutas foi inaugurado em 17 de julho de 1970, com 220 metros quadrados de área construída e 29 compartimentos; hoje são 31 boxes. Geraldo Magalhães Melo era o prefeito do Recife. Inicialmente, foi ocupado pelos comerciantes que vendiam frutas na Rua Mathias de Albuquerque, o Beco das Frutas, no Centro da cidade. Posteriormente, para ali acorreram, também, os ambulantes que negociavam queijos em uma transversal da Rua Nova, conhecida como Beco do Queijo. Atualmente, se restringe ao comércio de frutas, no largo do Rosário, Centro.

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Mercado das Flores

O Mercado das Flores foi inaugurado em 30 de maio de 1996. Foram erguidos 56 boxes, boa parte deles hoje desativada por falta de movimento. A reivindicação dos vendedores é retornar ao local de origem. A CSURB já elaborou o projeto de construção do novo mercado, que ficará na região do Shopping Popular Santa Rita. Ele integra uma série de ações que visam revitalizar o Calçadão dos Mascantes, composto pelo Camelódromo, o próprio Mercado das Flores e o Shopping Popular. Leia mais em Informações sobre Ambulantes.

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