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Cultura

PARQUE DONA LINDU RECEBE SHOW DE DESPEDIDA DO CICLO JUNINO
15:19 Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Com palco aberto para esplanada, público poderá conferir um bis do show do Quinteto Violado e Terezinha do Acordeon com a Orquestra Sinfônica do Recife, que abriu os festejos juninos no Recife.

O Parque Dona Lindu, que virou novo polo junino neste ano, encerra sua programação nesta quarta-feira (29), Dia de São Pedro. O complexo de lazer e cultura de Boa Viagem recebe, às 20h30, bis do show do Quinteto Violado e Terezinha do Acordeon - homenageados pela Prefeitura do Recife no ciclo junino - com a Orquestra Sinfônica do Recife (OSR), sob a regência do maestro Osman Giuseppe Gioia. Desta vez, o show será realizado ao ar livre, com o palco do Teatro Luiz Mendonça aberto para esplanada.

A apresentação abriu os festejos juninos da capital no dia 08 de junho. Devido ao sucesso do show, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, decidiu repetir o espetáculo no encerramento do Ciclo Junino. No dia 08, como a previsão meteorológica que indicava uma grande possibilidade de chuvas, o show foi realizado no teatro fechado, com distribuição gratuita de ingressos. O teatro ficou lotado, inclusive com cadeiras extras para acomodar um público de 700 pessoas.

Durante os festejos juninos, o Parque Dona Lindu foi aprovado pelo público como polo de forró. Com shows ao ar livre, o Parque teve noites com os artistas Israel Filho, Irah Caldeira, Dudu do Acordeon, Cristina Amaral, Dominguinhos, Nádia Maia, Ivan Ferraz, Camarão e Banda, Arlindo dos 8 Baixos, Anastácia, entre outros.

Na apresentação desta quarta (29), o Quinteto Violado relembra sucessos dos 40 anos de carreira como a música “Cavalo Marinho”, que ganhou arranjo inédito do maestro Ruriá Duprat especialmente para a apresentação. O repertório traz ainda clássicos da música nordestina como “Asa Branca” e “Que nem jiló”.

No dia 08, o show empolgou a plateia, que em certos momentos batia palmas e cantava junto. Teve gente até que se levantou das cadeiras para dançar. Nesta quarta (29), a animação promete ainda ser maior, já que haverá mais espaço para a dança. Outro momento que promete grande emoção é a interpretação de músicas do paraibano Geraldo Vandré como “Hora de Lutar”, “Disparada” e “Canção da Despedida”.

Quinteto Violado - Em 2011, o grupo comemora 40 anos de carreira com uma identidade sonora consolidada, que conquistou admiradores pelo Brasil e pelo mundo. Para comemorar, o grupo lança este ano o projeto Lá Vêm os Violados: Quinteto Violado 40 Anos, que inclui um livro (escrito pelo jornalista pernambucano José Telles), CD, DVD e a realização de shows e exposição iconográfica.

Surgido em 1971 com foco na música regional e na valorização da cultura musical brasileira, o Quinteto Violado reúne as sonoridades do contrabaixo, violão, viola, flauta, teclado, percussão e vozes. Nas quatro décadas de trajetória artística, o grupo gravou 37 álbuns, além de compilações e projetos especiais. Inspirado numa filosofia mambembe de peregrinação, o Quinteto Violado percorreu o país para a realização de shows, acumulando mais de um milhão de quilômetros rodados em estradas. Desta forma, promoveu intensos diálogos artísticos, despertando o interesse de variadas plateias.

Terezinha do Acordeon - Com sete álbuns gravados, Terezinha do Acordeon simboliza a força feminina de um gênero musical que não perde a capacidade de se reinventar. Na sua trajetória artística, dividiu o palco com grandes nomes do forró como Dominguinhos, Quinteto Violado, Nando Cordel e Elba Ramalho.

Nascida na cidade de Barbalha, no Ceará, em 15 de julho de 1950, Terezinha Bezerra Chaves foi criada em Salgueiro (PE), onde passou a morar com menos de um ano de idade. Foram nas noites de forró no Engenho do Sítio Icós, pertencente ao seu avô materno, que começou a observar o toque da sanfona. Aos dez anos, Terezinha ganhou a permissão do sanfoneiro Antônio Mandu para manusear uma pequena sanfona de 48 baixos, ponto de partida para sua carreira musical.

Aos 14 anos, Terezinha já ganhava os primeiros cachês, tocando no conjunto Os Cometas. Aos 20 anos, casou e acabou se afastando da música. Doze anos depois, retomou ao grande amor pela sanfona e voltou a tocar. Como jamais se conformou apenas com a condição de sanfoneira, nos anos 80, Terezinha do Acordeon levantou a bandeira do forró pé-de-serra. Foi fundadora da primeira Associação dos Trios de Pé-de-Serra de Pernambuco, da primeira Orquestra Sanfônica de Pernambuco, do Bloco Sanfona do Povo e do grupo musical feminino Karolinas com K.

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