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Saneamento

BREVE HISTÓRICO DO SANEAMENTO DO RECIFE


1837 – A Lei n° 46 de 14 de junho de 1837 autoriza a contratação de uma Empresa apta a fornecer água potável para a cidade do Recife. Um ano depois foi contratada a Companhia do Beberibe. Com projeto dos engenheiros Conrado Niemeyer e Bellegard, escolhem como manancial o Riacho da Prata. O Projeto do Prata previa uma adutora com extensão de 10 km. O reservatório estava localizado na Boa Vista e a rede distribuidora fornecia água para 13 chafarizes nos bairros da Boa Vista, Santo Antonio e Recife.

1848 - Oficialmente, o abastecimento de água da cidade do Recife ocorreu em 01 de maio, quando entra em vigor o prazo de concessão do serviço (O Recife concede à Companhia do Beberibe o direito de exploração dos serviços de abastecimento de água por 35 anos, em caráter exclusivo). O fornecimento de água se daria através de 134 chafarizes públicos.

1873 - Foi criada a Recife Drainage Company Limited para prestar serviços de esgotamento sanitário à cidade e, tendo em vista a má qualidade dos serviços foi adquirida pelo Governo em 1908.

1910 – Foi criada a Comissão de Saneamento dirigida pelo sanitarista Saturnino de Brito, que implantou os sistemas de abastecimento de água  e de esgotamento sanitário na cidade. O manancial de Gurjaú somado ao do Prata atendiam a quase toda a cidade (86 mil hab.) O sistema de esgotamento sanitário era dotado de uma rede coletora de 115km, nove estações elevatórias que recalcavam os esgotos para a usina terminal, situada no Cabanga atendia toda a parte central da planície do Recife (1.182km), onde residia a maioria da população da cidade.

1912 –  Governo adquiriu a Empresa do Beberibe, por motivos semelhantes aos da Recife Drainage, e os delegou à Diretoria de Obras Públicas. O Recife era conhecido como a cidade da morte. (O sanitarista Otávio de Freitas afirmava que no decênio de 1910 havia ocorrido dois surtos de febre amarela, sete de influenza, cinco de coqueluche, três de sarampo, dois de disenteria, um de beribéri, afora as endemias de febre tifóide e de tuberculose).

1918 – Nesse ano, a Comissão foi substituída pela Repartição de Saneamento

1937 - Foi criado o DSE – Departamento de Saneamento do Estado, em substituição à  Repartição de Saneamento. Sob sua responsabilidade foram feitas a duplicação da ETE do Cabanga (1965) e a construção do Sistema de Esgotos de Peixinhos

Entre 1918 e 1970 foram implantadas: a rede coletora de Boa Viagem, o Distrito Jiquiá/Afogados, a Depuradora do Cabanga e a implantação do subsistema Peixinhos (rede coletora, estações elevatórias e estação de tratamento de esgotos de nível secundário).

Nos final dos anos 1950 é construído o Sistema Monjope, duplicando a oferta de água à população.

Em 1971, quando foi criada a COMPESA (Companhia Pernambucana de Saneamento) – a concessionária estadual dos serviços de saneamento - o sistema de esgotamento sanitário do Recife era constituído por 19 estações elevatórias, 2 depuradoras e cerca de 450km de rede coletora, cobrindo 22% da área ocupada da cidade.

Entre 1974 e 1985 foram implantados o Sistema Tapacurá, o Sistema Duas Unas, o Sistema SUAPE e o Sistema Botafogo, atendendo a norma do Plano Nacional de Saneamento – PLANASA, que tinha como meta atender em 10 anos a 80% da população urbana com água potável. O abastecimento da capital passou a ser operado de forma integrada com a Região Metropolitana.

Em termos de esgotamento sanitário, a atuação da COMPESA foi insignificante. Os agentes privados, incorporadoras e cooperativas habitacionais e os agentes públicos como a COHAB – Companhia de Habitação de Pernambuco e mais recentemente a Prefeitura do Recife - foram responsáveis pelo pequeno incremento no setor.

Em Recife, o esgotamento sanitário atende aos seguintes bairros:

Subsistema Cabanga (década de 1910) – Bairros do Recife, São José, Santo Antonio, Boa Vista, Madalena, Torre, Afogados, Santo Amaro e Boa Viagem, com esgotos coletados e transportados para a ETE do Cabanga;

Subsistema Peixinhos (década de 1960) – Atende parcialmente a Casa Forte, Parnamirim, Casa Amarela, Arruda, Encruzilhada e Campo Grande, encaminhando os dejetos para a depuradora de Peixinhos.

Sistemas isolados do tipo convencional e condominial -  servem a núcleos habitacionais e áreas pobres que não são atendidas pelo sistemas tradicionais.

Todos os sistemas existentes atendem a apenas 30% da população da cidade do Recife, através de cerca de 800 km de rede coletora que transporta os esgotos provenientes de mais de 120 mil ligações.

2001- Foi criada a Secretaria de Saneamento – núcleo central do sistema de saneamento do Recife.

2005 – Foi criada a Autarquia Municipal de Saneamento, como parte das deliberações da 1ª. Conferência Municipal de Saneamento



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