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Educação, Esporte e Lazer

ESCOLA AMBIENTAL COMEMORA OITO ANOS DE ATIVIDADES
00:00 Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Carlos Augusto
Celebração acontecerá no Marco Zero, por volta das 15h
Celebração acontecerá no Marco Zero, por volta das 15h

A experiência de educação ambiental vivenciada nas águas do Capibaribe já faz parte da paisagem e do cotidiano de estudantes, pais de alunos da Rede Municipal e de pescadores e pescadeiras

A Escola Ambiental Águas do Capibaribe (EAAC) comemora, nesta quinta-feira (22), oito anos de atividades, realizando uma confraternização a bordo do catamarã, com os estudantes da Escola Municipal Chico Mendes - localizada na 1ª Travessa do Campo, s/n, bairro de Areias. A celebração acontecerá no Marco Zero, por volta das 15h, quando a embarcação retorna da incursão pedagógica.

A proposta da Escola Ambiental tem como princípio a proximidade entre os processos educativos e a realidade vivida, numa perspectiva integradora das relações sociedade-natureza. Ela surgiu em 30 de novembro de 2003, e tem como sala de aula flutuante a embarcação Águas do Capibaribe.

A EAAC foi concebida com o objetivo maior de promover aos educadores, educandos e visitantes uma (re) leitura do ecossistema aquático, componente principal da paisagem natural recifense. A partir da percepção crítica das paisagens, os participantes fazem uma reflexão no sentido de buscar alternativas para mudanças na espacialidade, exercitando o desenvolvimento da cidadania ambiental e planetária.

A Escola desenvolve as atividades pedagógicas vivenciadas numa visão interdisciplinar e contextualizada, buscando a sensibilização dos envolvidos no processo, sinalizando para uma transformação no “viver” e “fazer” em relação aos problemas socioambientais do Recife. Entre seus objetivos está: Promover Educação Ambiental formal e informal; Reconhecer a importância ecológica, histórica e cultural das águas; Identificar as águas como elemento que favoreça atividades de subsistência para as comunidades tradicionais locais; Incentivar a observação, a reflexão e ações interventivas; Facilitar o processo de formação continuada dos educadores e demais profissionais afins; e Contribuir com estudos e pesquisas. O Programa participa, também, dos Comitês de Bacias Fluviais e de suas ações, junto com a sociedade civil organizada para a revitalização dos rios que banham a Cidade.

A Escola Ambiental Águas do Capibaribe busca o estreitamento dos vínculos entre educação escolar e cidadania ambiental, por meio de uma proposta de Educação Ambiental vivenciada na Rede Municipal de Ensino, a partir do resgate das experiências com as águas urbanas, articulando-as com as diversas unidades ambientais da Cidade, tendo as águas como fio condutor do processo educativo.

A prática pedagógica é realizada nas duas aulas de campo, que acontecem diariamente nos baixos estuários dos rios Capibaribe, Tejipió/Jequiá, Jordão e Pina. “Trabalhamos ao sabor das marés, dos ventos, das chuvas, levando-se em conta a tábua de marés, volume de chuvas e velocidade dos ventos. A prática pedagógica de cunho interdisciplinar e transversal transcende o espaço físico da sala de aula, estimulando a contextualização de forma crítica e reflexiva, a partir de estratégias que facilitam e estimulam a observação e percepção do grupo: estudantes e educadores da Rede Municipal de Ensino do Recife, ou participantes de outras secretarias, instituições ou sociedade civil organizada”, explica Alfio Mascaro, coordenador do Programa.

A Escola Ambiental também já faz parte da paisagem e do cotidiano de pescadores e pescadeiras, o que é percebido através de acenos e da exposição do pescado durante a passagem da embarcação. “Isto é possível graças à dinâmica facilitadora das aulas, onde se vivencia os três eixos da educação ambiental: observar, refletir e agir. É necessário ecologizar a cultura e a ciência para que a sociedade se torne ambientalmente responsável e consciente das suas ações, respeitando os limites físicos de seus territórios e conservando-os para as futuras gerações”, diz Alfio.

Os oito anos - Nestes oito anos de atividades ininterruptas aproximadamente 90.000 pessoas fizeram atividades na EAAC, na sua grande maioria estudantes e professores da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer. “O ano letivo de 2011 foi atípico por conta das chuvas que ocorreram no outono/inverno, fazendo com que algumas vezes tivéssemos que suspender as aulas devido à grande quantidade de chuvas, resíduos sólidos que desciam dos rios e ventos fortes”, relembra Alfio.

De acordo com ele, depois das chuvas foram reforçadas as atividades contínuas para os estudantes das escolas municipais. “Eventualmente fizemos também ações relacionadas com outras secretarias, como a Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, com o projeto Urbal, quando embarcou uma comitiva internacional, fazendo paralelos com outras cidades do mundo, como Madri e Veneza”, completa o coordenador.

A EAAC também trabalhou com parceiros como a Fundação Altino Ventura, além de ter realizado ações conjuntas com as secretarias de Meio Ambiente, relacionadas ao Parque dos Manguezais; com a Secretaria de Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras, na implantação do projeto de coleta seletiva nas escolas municipais; atividades com pais e estudantes atendidos pelo programa Bolsa Escola Municipal; Geraldão, por ocasião das Olimpíadas da Terceira Idade; e alguns grupos das Academias da Cidade.

Também em 2011, a Escola foi eleita para a inclusão no Comitê Metropolitano Sul das Bacias Hidrográficas do Grupo de Rios Litorâneos 2, que é o segundo comitê de bacias de que a escola faz parte como membro usuário das águas. O primeiro foi o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe.

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