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Saúde

SEMINÁRIO DEBATE REFORMA NO ATENDIMENTO À SAÚDE MENTAL
00:00 Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Irandi Souza
Seminário aconteceu nesta quinta (25)
Seminário aconteceu nesta quinta (25)

Substituir o modelo de tratamento por meio da internação em hospitais psiquiátricos pela introdução de uma rede de serviços de atenção a pacientes com transtornos mentais. Esse foi o principal assunto em pauta no Seminário Nordestino da Rede de Atenção Psicossocial, realizado nesta quinta (25), no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento reuniu coordenadores estaduais e municipais de saúde, usuários e familiares de todo o Nordeste com objetivo de relatar experiências, tirar dúvidas e debater o tema.

O seminário foi marcado pela palestra do diretor da Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial de Saúde (OMS), Benedetto Saraceno, sobre a atual situação da saúde mental no Brasil e no mundo. Durante sua conferência, ele citou a situação do tratamento dado às pessoas com transtornos em vários países. “Certa vez, passando pela África, recebi a crítica de um grupo de usuários que diziam merecer estar em um lugar melhor que um manicômio. Concordei com o que eles falaram. É preciso que sejam respeitados os direitos humanos. As pessoas necessitam de oportunidades, de um lar e de afeto. É disso que os usuários necessitam”, afirma Saraceno.

O secretário da Saúde, Gustavo Couto, destacou a importância de ser debatido esse tipo de assunto para uma reformulação no tratamento dado às pessoas com problemas mentais. “Os usuários com transtornos não podem ser excluídos. Precisamos trazer cada vez mais para a pauta política a questão da saúde mental. É fundamental fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), formulando uma rede integrada de atenção para, progressivamente, acabarmos com os hospitais psiquiátricos”, argumentou.

Para a gerente de Saúde Mental do Recife, Bernadete Pires, a reforma psiquiátrica é baseada na integração do usuário, da família e da comunidade, com o auxílio de uma equipe de apoio, presentes nos CAPS. “O sujeito é o foco. Ele tem o direito de ser tratado como o portador de qualquer outro tipo de doença, sem sofrer os estigmas impostos pela sociedade. É preciso que se entenda que existe a possibilidade do tratamento sem a necessidade da internação manicomial”, disse.

Recife conta com uma das maiores redes de CAPS do Brasil. São ao todo 17 centros, dos quais 11 destinados a tratar de pacientes que sofrem de transtornos mentais (sendo um CAPS 24 horas, dois infantis e um para adolescentes) e 6 voltados para cuidar dos usuários de álcool, fumo e outras drogas. Além dos CAPS, o município tem 11 residências terapêuticas, que servem para recuperação dos pacientes com história longa de internação. “Há pessoas que passaram mais de 20 anos internadas e precisam de um acompanhamento para serem reinseridas no convívio da comunidade”, explica Pires. Cada residência recebe no máximo 8 usuários.

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